Fatos e matérias


 

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Escrito por fatosematerias às 18h46
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    Reportagens e matérias desenvolvidas pela jornalista Letícia Zuppi

 

    Acesse também o site Em Destaque na Cidade 

   www.emdestaquenacidade.com.br

 

 A reprodução ou utilização da totalidade ou trechos das reportagens deste blog, bem como das fotos com o selo do Fatos e Matérias, somente poderão ser feitas com a permissão da autora.

 

Fatos e matérias - 2009 



Escrito por fatosematerias às 12h38
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Doce Natal... Ele vem aí!

 

 

Por Letícia Zuppi

                                                                                                

 

 

            Para a maioria dos brasileiros, está próxima a época mais esperada do ano. E, com ela, as decorações natalinas ganham espaço nas residências e nas lojas de Campinas. Afinal, Natal é tempo de muita cor, luzes e criatividade!

  

 

 

            O mês de dezembro é um dos mais aguardados no ano. Afinal, o dia 25 é quando se festeja o Natal, termo relacionado à nascimento ou aniversário natalício: o nascimento de Jesus Cristo. Há muito tempo porém, o Natal era comemorado em datas diferentes, já que não se sabia qual a data exata do nascimento de Cristo. Tempos depois, o dia 25 de dezembro foi estabelecido como a data oficial da comemoração.

 

            O Natal é uma época em que milhões de pessoas no mundo enfeitam suas casas com pinheiros, guirlandas, presépios, Papai Noel...vai do gosto de cada um, mas todos tem seu espaço garantido na decoração. Na casa da artista Carmem Cinira Bourdot, em Campinas, pode-se dizer que o Natal é muito bem comemorado. São Papai Noéis de todas as formas, estilos, para todos os gostos e em número bem variado. O “bom velhinho” é o tema central das decorações, mas as renas, os bonecos de neve e a mamãe Noel também não são esquecidos. O hábito de decorar a casa vem de longe. “Faço isso há mais de 15 anos e a cada ano a quantidade de objetos de Natal na decoração vai aumentando”, conta Carmem.

 

            Ao todo são mais de mil itens que compõem a sala, a cozinha, o quintal e até o banheiro da casa da artista. Aluna de um curso de artesanato, Carmem não apenas adquire ou ganha as peças, mas também as confecciona. “Faço principalmente pintura de peças em madeira para colocar nas paredes nesta época”, explica.

 

            Tudo começou quando ela adquiriu o primeiro objeto de decoração, que possui até hoje: um pequeno Papai Noel dentro de uma “bolha”. Quando agitado, há um efeito de neve caindo sobre ele. Com o tempo, novas peças começaram a fazer parte da coleção. Na sala, a árvore de Natal belamente decorada e as almofadas que ela própria confeccionou dão um toque especial. Próximo à churrasqueira, miniaturas da casa do Papai Noel e seus vários ambientes encantam os visitantes. No banheiro, até o papel higiênico é decorado com motivos natalinos e, na cozinha, já está tudo está pronto para o Natal: copos e guardanapos decorados, toalhas vermelhas e é claro, outros muitos enfeites de Papai Noel. “Quando é Natal, é Natal na casa inteira”, diz Carmem.

 

 Carmem Bourdot: mais de mil objetos natalinos em casa

 

 

             Para deixar sua residência pronta para as festividades, Carmem inicia a montagem da decoração em meados de outubro e leva cerca de 15 dias para concluí-la. Algumas peças acabam tendo que ficar de fora por falta de espaço, já que Carmem raramente se desfaz de algum item que possui. “Como a todo ano o número de peças aumenta, faço uma seleção, pois não tenho onde colocar todas”, explica.

 

            Se a quantidade de objetos natalinos cresceu ao longo dos anos na casa de Carmem, o espaço começou a ficar pequeno para tanta coisa. “Tive que fazer um quarto para guardar todos eles quando o Natal acaba”, diz. E cada objeto da coleção é cuidadosamente devolvido à sua caixa original e envolvido em papel bolha, tarefa que Carmem leva outros 15 dias para concluir. A árvore de Natal, no entanto, só é desmontada em janeiro, como em muitas residências.

 

            Além de preparar e decorar a casa para a ocasião, Carmem também gosta de receber seus convidados e amigos. “Natal é aconchego, é a família, são os amigos. Gosto de recebê-los e as crianças também adoram vir para ver os enfeites”, diz. E se para alguns a modernização do Natal é aceita e uma árvore cor-de-rosa ou um Papai Noel de roupa azul são admissíveis, para Carmem não se pode fugir do Natal tradicional. “As cores do Natal são vermelho, verde e dourado e isso não deve mudar”, opina. Em termos de novidade, só se for algum modelo diferente para compor sua decoração: “Adoro fazer compras deste tipo!”, exclama.

 

“Quando é Natal, é Natal na casa inteira”, diz Carmem

 

 

         Natal nas vitrines

 

            Se decorar a casa para o Natal é hábito de muitos brasileiros, para os lojistas, decorar as vitrines e fachadas das lojas também as valoriza e, de quebra, encanta os clientes. Uma loja que trabalha com ambientes planejados com filial em Campinas aposta neste diferencial e inova a cada ano. E tudo com muita modernidade, utilizando decorações com movimento.

 

Decoração externa de loja de Campinas traz Papai Noel paisagista que se movimenta

 

 

            Com tanta magia e beleza, atrair os clientes para dentro da loja não é o foco da empresa, que há mais de 15 anos busca valorizar o ideal natalino. “Nossas decorações de Natal são pensadas e elaboradas sem nenhuma finalidade comercial. A cada ano, criamos 5 temas diferentes de decoração a serem montados nessa ocasião em nossas lojas pelo Brasil”, explica Luciana Romeiro, gerente de marketing da rede.

 

            Para alcançar a proposta de suas ornamentações, a loja busca inspiração em show-rooms de empresas que trabalham com decoração de Natal e se atenta às tendências e ao que há de mais moderno na área. “Já fizemos com que caísse neve, os bonecos estão cada vez com movimentos mais perfeitos, além das decorações com aroma. Todas têm som, exatamente para permitirem a interação direta com o público”, explica Luciana.

              

Com o auxílio de novas tecnologias, até aroma e sons incrementam as decorações natalinas das lojas

 

Fotos: Letícia Zuppi



Escrito por fatosematerias às 12h09
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Símbolos do Natal:

 

Falamos muito deles nesta época, mas será que lembramos de seu significado?

 

 

Árvore - Representa a vida renovada, o nascimento de Jesus. O pinheiro foi escolhido por suas folhas sempre verdes, cheias de vida.

 

 

Presentes - Simbolizam as ofertas dos três reis magos. Hábito anterior ao nascimento de Cristo.   

 

 

Estrela - No topo do pinheiro, representa a esperança dos reis magos em encontrar o filho de Deus. A estrela guia os orientou até o estábulo onde nasceu Jesus.

 

 

 

Presépio - Reproduz o nascimento de Jesus. O primeiro a armar um presépio foi São Francisco de Assis.

 

 

 

Velas - Representam a boa vontade, a receptividade.

 

 

 

 

Guirlandas - Representam um “Adorno de Chamamento”, porta de entrada de deuses. Por essa razão são colocadas na porta de entrada das casas.

 

 

 

Papai Noel - Surgiu devido a São Nicolau, um velhinho que costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas.

 

             Seja a época mais esperada do ano ou a mais especial para se curtir em família e com os amigos, o fato é que o Natal é um momento de reflexão e de renovação. Que ano após ano esta bela tradição se perpetue!

 

Fotos: Divulgação



Escrito por fatosematerias às 11h42
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Saúde bucal, saúde total

 

Por Letícia Zuppi

Data: maio/2008

 

 

             Cuidar da saúde bucal é essencial para os que desejam ter dentes saudáveis. A boca de um adulto possui em média 32 dentes e a de uma criança, 20 dentes. Dados do Ministério da Saúde evidenciam que crianças de até 12 anos têm cerca de cinco dentes cariados, perdidos ou obturados. Entre os adultos, essa média é quatro vezes maior: 20 dentes. O que muitos não sabem é que cuidar da boca é também cuidar de todo o corpo.

 

 

            A Odontologia evoluiu bastante com o passar do tempo. Antigamente, ao enfrentar algum problema dentário, era comum as pessoas procurarem um clínico geral na área de Odonto. Atualmente, é possível procurar um profissional com conhecimento específico para cada caso, dentro das várias divisões da área. “Hoje temos o endodontista (tratamento dos tecidos moles, tratamento de canal), o periodontista (tratamento das gengivas, ossos), o implantodontista (implantes), o ortodontista (aparelhos ortodônticos), o odontopediatra (dentição infantil), entre outros. A novidade na área é a Odontogeriatria, direcionada aos idosos, que são pessoas que precisam de um tratamento dentário diferenciado”, explica a Dra. Silmara Proença Dantas, especializada em Odontologia Estética.

 

 

Com os avanços da Odontologia, hoje os dentes são tratados com mais carinho

 

 

  

            Esta nova ramificação da Odontologia, a Odontologia Estética, traz novas técnicas para melhorar a aparência dos dentes e da boca como um todo. “Com a odontologia estética, pode-se dar forma aos dentes e esculpi-los, deixando-os menos pontudos, por exemplo”, explica a Dra. Silmara.

 

           Segundo a dentista, atualmente as pessoas têm consciência de que é preciso cuidar melhor dos dentes e da boca. “Hoje é mais evidente a necessidade de dentistas irem a regiões onde as pessoas não têm acesso a orientações sobre cuidados bucais. Antes só se preocupava em enviar médicos para estes locais. Cuidar dos dentes também é muito importante”, afirma.

 

 

     Placa, Tártaro, Gengivite e Cárie

 

 

     Placa bacteriana

 

           A chamada “Placa bacteriana” é uma massa que se forma a partir de células da mucosa e de bactérias que vivem na flora bucal. O contato dos resíduos alimentares e da saliva com essas bactérias, forma a placa. O acúmulo de placa pode fazer com que outros problemas bucais apareçam. Por isso é preciso ter cuidado com a alimentação e possuir um hábito correto de escovação.

 

 

Um hábito correto de escovação pode evitar vários problemas

 

 

 

     Tártaro

 

           A placa, se não removida corretamente, dá origem a outro problema bucal: o Tártaro, também conhecido como “Cálculo”. Este nada mais é do que a placa bacteriana que endureceu e, para a sua remoção, é preciso procurar um dentista. “O Tártaro pode ter várias tonalidades e forma-se principalmente na parte de dentro dos dentes inferiores”, explica a Dra. Eliani Sonda.

 

     Gengivite

 

           A Gengivite - ou inflamação da gengiva - surge devido ao acúmulo da placa bacteriana. Mas como diferenciar uma gengiva sadia de uma gengiva inflamada? “O aspecto normal da gengiva é como o de uma casca de laranja, bastante porosa. Quando há a Gengivite, a gengiva perde esses poros, torna-se lisa, brilhante e sangra com o toque”, explica a Dra. Eliani. Ao se deparar com o sangramento da gengiva quando da escovação ou uso do fio dental, muitas pessoas pensam estar machucando a área e passam a não investir tanto na limpeza, o que é incorreto. “Deixar de fazer a limpeza correta na boca por medo do sangramento, só irá agravar a situação”, completa a dentista.

  

     Cárie

 

            Um dos problemas bucais mais temidos e desagradáveis é a Cárie. Para aqueles que apreciam doces e massas, um alerta: a chance de ter algum problema bucal é grande. “Uma dieta rica em carboidratos, ou seja, com muito açúcar, é um fator que, juntamente com a escovação deficiente, pode levar o indivíduo a ter cárie”, explica a Dra. Eliani Sonda.

 

 "Crianças adoram alimentos industrializados, que são altamente cariogênicos", diz a Dra. Eliani Sonda



            A presença da cárie sempre esteve relacionada ao aparecimento de um orifício ou “buraco” no dente. No entanto, a Cárie surge antes mesmo deste sintoma. “Manchas podem ser o primeiro sinal de dente cariado. O chamado ‘buraco’ é uma conseqüência da cárie”, explica a dentista.

 

 

            Segundo a Dra. Eliani, existem dois tipos de cárie: a “crônica”, que pode levar anos para se formar e a “aguda”, rápida e devastadora. “A cárie aguda se forma principalmente a partir de uma dieta de grande ingestão de açúcar. Se não tratada a tempo, pode levar à inflamação da polpa (parte viva do dente). Se a inflamação persistir, após atingir a polpa, pode então ser necessário o tratamento de canal”, explica.



Escrito por fatosematerias às 16h51
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      A importância do flúor

 

            O flúor é um dos mais importantes aliados no combate à cárie e aos problemas bucais. O primeiro passo para uma boca saudável é fazer uso de um creme dental que contenha esta substância, que fortalece o dente. Crianças devem fazer uso apenas de cremes dentais sem flúor, até os 6 anos de idade. “Até esta idade as crianças ainda têm dificuldade em expelir o creme dental e acabam por degluti-lo. O flúor em excesso é extremamente prejudicial quando da formação dos dentes”, explica a Dra. Silmara Dantas.

 

            Além do flúor de uso local, existe o também presente na água que ingerimos. O Ministério da Saúde iniciou a fluoretação da água de consumo público no Brasil há 55 anos. A utilização do método é garantida por lei. O objetivo é utilizar uma concentração baixa e constante de flúor para conter o desenvolvimento da cárie, principalmente entre as crianças. No entanto, a fluoretação da água não exclui as idas ao dentista para a aplicação local do flúor, que é muito importante. “No consultório do dentista, após submeter-se a uma limpeza dentária, é importante esta aplicação. Esse flúor que utilizamos possui uma concentração bem maior do encontrado na água e seu efeito é local”, lembra o Dr. Edmundo Lopes Dantas, cirurgião-dentista.

 

Dra. Silmara e Dr. Edmundo Dantas: "A saúde como um todo está relacionada à saúde bucal”

 

 

 

 

     Boca: porta de entrada

 

 

            Cuidar da saúde bucal é também prevenir o aparecimento de problemas de saúde em outras regiões do organismo. E o mais assustador é que alguns deles podem ser gravíssimos. Em alguns casos, um foco de infecção no dente pode significar problemas em um órgão vital: o coração. “Existe uma bactéria que da boca pode chegar à válvula do coração. Trata-se da Endocardite Bacteriana. A saúde como um todo está relacionada com a saúde bucal”, explica o Dr. Edmundo Dantas. O conhecido “piercing” de língua, muito comum entre os jovens, também pode ser o início para de uma série de problemas no corpo. “O ‘piercing’ na língua é uma ferida que não cicatriza, uma área aberta para a contaminação”, completa o dentista.

 

            Na opinião da Dra. Silmara Dantas, atualmente as crianças e jovens recebem mais orientação sobre prevenção de problemas bucais do que antigamente. Através de palestras direcionadas a crianças e adolescentes de 7 a 14 anos realizadas em escolas, a dentista consegue transmitir essas informações aos alunos. O resultado são jovens mais conscientes. “Esse tipo de orientação é importante, pois as crianças se tornarão adolescentes sem problemas de cárie. Os jovens, além das informações sobre prevenção, também recebem instruções sobre trauma dentário, manchas, os malefícios do ‘piercing’ colocado na língua, do fumo, etc”, explica.

           

 

     Restaurar, proteger, clarear, implantar...

 

            Tempos atrás, quando apresentava um caso de cárie nos dentes, o paciente fazia uma obturação. O dente restaurado podia ser facilmente identificado, pois o material usado era de uma cor escura. Atualmente existem produtos utilizados na restauração dentária praticante imperceptíveis. Um deles é a resina, que permite devolver a forma, a cor e as demais características originais do dente. Outra utilização da resina é na melhora do chamado “Diastema”. “O Diastema é aquela grande abertura que a pessoa pode ter em seus dentes da frente. Para algumas pessoas colocar aparelho ou prótese para resolver o problema levaria mais tempo e seria mais incômodo. Pode-se então optar pela resina, que corrige o problema em uma única sessão”, explica a Dra. Silmara Dantas. Porém, é preciso que o paciente observe seus hábitos alimentares, pois isso pode causar uma alteração na cor da resina. “Se a pessoa fuma muito, toma muito café ou chá preto, a resina pode mudar de coloração, mas isso também depende do tipo de resina utilizada”, explica a dentista.

 

Cigarro: grande inimigo dos dentes

 

 

 

            De acordo com o local onde é aplicada na boca, há uma diferenciação no tipo da resina utilizada. “Hoje existe resina para ser usada nos dentes da frente e para os de trás. A utilizada nos dentes da frente permite um polimento melhor, tem mais brilho. A usada nos de atrás é mais forte e mais opaca, porém agüenta melhor a mastigação”, explica o Dr. Edmundo Dantas.



Escrito por fatosematerias às 16h35
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     Selante

 

             Na parte da prevenção das cáries, um dos métodos modernos mais procurados é a aplicação de selante. “O selante é impermeabilizante e aplicado como se fosse um verniz. No entanto, só pode ser utilizado para proteger os dentes do fundo”, explica a Dra. Silmara. Um dos benefícios do selante é oferecer maior proteção a crianças que já tiveram cárie nos dentes de leite. “Com isso conseguimos evitar de terem cárie também nos permanentes”, completa. Hoje em dia ainda é possível incorporar flúor ao selante. “O selante vai liberando gradativamente o flúor, oferecendo uma maior proteção ao dente que foi submetido ao processo e às superfícies próximas”, explica o Dr. Edmundo Dantas.

 

     Clareamento

 

            Dentro da área da estética dentária, existe uma opção para deixar os dentes mais brancos e bonitos, que é o clareamento. No consultório, o dentista procede uma limpeza nos dentes para retirar as manchas e deixá-los completamente limpos. Em seguida, é feito o clareamento. O mais procurado por pacientes que desejam resultados rápidos, é o clareamento à laser, porém o mais indicado é o tratamento doméstico (ou clareamento caseiro).  “Em uma só sessão do clareamento à laser se pode obter grandes resultados, porém ele não tem a durabilidade do caseiro. O tratamento chamado ‘caseiro’ é um tratamento para clarear os dentes que o paciente faz em casa, porém sempre supervisionado”, explica a Dra. Silmara Dantas.

 

            E o que dizer dos cremes dentais que encontramos à venda no mercado e que prometem o clareamento ou o branqueamento dos dentes à curto prazo? “Geralmente o creme dental que promete clareamento possui mais abrasivo. Se a pessoa faz uso constante, irá perceber um desgaste excessivo do dente. Além disso, em pouco tempo é comum que o indivíduo venha a ter mais sensibilidade”, explica o Dr. Edmundo Dantas.

 

A escolha do creme dental correto faz a diferença

 

 

     Implantes

 

Com a perda do dente é preciso substituí-lo. O implante substitui a raiz do dente perdido e é uma opção para aqueles que não querem usar prótese. “O implante é mais conveniente e confortável. O paciente precisa ter uma boa estrutura óssea para o implante ser bem incorporado”, explica a Dra. Eliani, especializada em Implantodontia.

 

 

     Cuidados com bebês e crianças

 

            Por mais que muitas vezes se desconheça a importância deste fato, é preciso fazer a limpeza da gengiva dos bebês. “Essa higiene pode ser feita com gaze ou dedeira. Isso também faz com que o bebê e a mãe se habituem desde cedo com a limpeza e a escovação”, explica a Dra Silmara.

 

            A Dra. Eliani Sonda explica que antes de o bebê nascer os chamados “brotos dos dentes” já existem. “Antes mesmo do nascimento o bebê ele já possui os botões dos germes dos dentes, tanto os dos de leite, como os dos permanentes. Após o nascimento, conforme vai crescendo, os dentes vão amadurecendo, incorporando cálcio, sofrendo um processo de maturação”, afirma.

 

            Segundo a dentista, a dentição de leite é muito importante e tem diversas razões para existir. “Os dentes de leite têm a função da fonética, da estética, da mastigação e de abrir espaço para os dentes permanentes”, explica a Dra. Eliani.

 

            O dente do bebê costuma nascer entre os 4 e 6 meses de vida. A dentição de leite se completa volta dos 24 a 36 meses (2 a 3 anos) de vida. “É muito importante ter atenção à saúde bucal da criança quando do surgimento dos primeiros dentes, pois isso irá determinar tudo o que virá depois”, explica a Dra. Eliani.

 

 

 

Bebês: dentinhos aparecem entre 4 e 6 meses de vida

 

 

  

 

            Alguns hábitos comuns na relação do adulto com a criança podem prejudicar a saúde bucal dos pequenos e facilitar o aparecimento das cáries. “Hoje já temos confirmação científica de que a cárie é contagiosa. Crianças pequenas que possuem cárie geralmente a adquirem da mãe ou da babá, que muitas vezes sopram a comida da criança para esfriar. Isso acaba transmitindo a bactéria. Mães que também têm o hábito de beijar a boca da criança  arecietr. us filhos"do para o pareciemnto de cs.a e amordida tende a fechar logo ser, mnelhor, prevenir probelmas fuutospodem estar contribuindo para o aparecimento de cáries em seus filhos”, explica o Dr. Edmundo Dantas.

 

            Uma das razões para a maior incidência de cárie, principalmente entre as crianças, são as diversas opções de produtos industrializados à venda no mercado, que podem ser muito prejudiciais. “Antigamente não havia a quantidade de produtos industrializados que há hoje. Quanto mais trabalhados, mais substâncias cariogênicas eles possuem”, explica a Dra. Eliani. Entre optar por alimentos saudáveis e se deliciar com guloseimas, as crianças ficam com a última opção. “As crianças substituem a alimentação saudável por bolachas recheadas, salgadinhos, batatinhas fritas. Esses produtos aderem mais à superfície do dente, tornando a remoção mais difícil”, explica a dentista.

 

 

     A Ortodontia

 

 

Dentro da Odontologia, a Ortodontia auxilia na resolução de problemas de deglutição, respiração e prevenção de problemas de articulação. Um dente mal posicionado pode ainda, com o tempo, causar dores de cabeça e cansaço muscular. “O quanto antes a criança puder fazer uso de um aparelho ortodôntico melhor, para prevenir problemas futuros”, explica a Dra. Regina Romano Vinhas, especializada em Ortodontia.

 

Chupar dedo e chupeta são prejudiciais, segundo a Dra. Regina Vinhas

 

               Chupar o dedo ou chupar chupeta podem ser bons para a criança e dar um pouco de sossego aos pais, porém podem tornar-se dois inimigos da boca. “Dedo e chupeta causam o que chamamos de ‘mordida aberta’. Para corrigi-la algumas vezes é necessário o uso de um aparelho, em outras só o fato destes hábitos serem logo abolidos, já é um grande passo”, explica a Dra. Regina.

 Quando se fala em aparelhos ortodônticos, hoje em dia se percebe que eles estão mais modernos e bonitos. Os chamados “bráquetes”, aquelas estruturas coladas aos dentes quando do uso do aparelho fixo, já não chamam tanta a atenção quanto antigamente. “Hoje existem ‘bráquetes’ de policarbonato, que parece um plástico. É bem estético. Além disso, há aquelas famosas borrachinhas, que hoje podem ser transparentes ou coloridas”, afirma a Dra. Regina Vinhas.

 

E para as crianças que não gostam de usar aparelho nos dentes, um conselho da dentista. “O aparelho não é a melhor coisa, mas vai corrigir algo que está errado ou que está caminhando para isso. Não basta usar, é preciso entender o motivo do uso e participar. Desta forma há mais chances de a criança levar o tratamento a sério”, indica a Dra. Regina.

 

Fotos: Letícia Zuppi e divulgação



Escrito por fatosematerias às 16h30
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À sombra do Flamboyant

Por Letícia Zuppi

Data:maio/2008

 

 

            O Jardim Flamboyant é um bairro que, apesar do desenvolvimento, ainda consegue proporcionar tranqüilidade e bem-estar aos moradores. Hoje, os edifícios e casas comerciais da avenida José Bonifácio dividem espaço com os imponentes e característicos Flamboyants, que embelezam a área.

                                                                                                  

            Antigamente onde hoje se encontra o Jardim Flamboyant, em Campinas, havia uma propriedade conhecida como “Fazenda do Rubens”. Por volta dos anos 40, a fazenda foi vendida a Jaime Torres, que lançou o loteamento do que então se tornou o bairro. 

 

            Hoje, na avenida José Bonifácio, ainda é possível observar vários exemplares da árvore que deu nome à área. Caracterizados por sua copa em forma de um grande guarda-sol, os Flamboyants são muito utilizados na arborização de ruas, praças e proporcionam bastante sombra. 

 

              O jornal Correio Popular de 14 de maio de 1978 descreve os fatores que contribuíram para a evolução do Jardim Flamboyant. “O bairro, após um certo período de estagnação, passou a ter - a partir de 1974 - um grande surto de desenvolvimento motivado pela execução de uma série de melhoramentos públicos, entre eles a pavimentação. Em conseqüência, houve também uma grande valorização imobiliária, ocasionando o aparecimento de construções de nível médio-alto na região”.

 

Flamboyants caracterizam o bairro

              Uma das vias principais do Jardim Flamboyant é a avenida José Bonifácio, em homenagem àquele que foi tutor de D. Pedro II, José Bonifácio de Andrada e Silva. Algumas ruas do bairro receberam nomes de ex-presidentes da república. A rua Presidente Prudente homenageia Prudente José de Morais Barros, presidente de 1894 a 1898. A rua Presidente Alves faz homenagem a Francisco de Paula Rodrigues Alves, cujo mandato foi de 1902 a 1906. Wenceslau Braz Pereira Gomes, que governou o país de 1914 a 1918, foi homenageado através da rua Presidente Wenceslau. Já Artur da Silva Bernardes, que esteve na presidência da república de 1922 a 1926, é lembrado através da rua Presidente Bernardes.

             No ano de 1980, o Jardim Flamboyant ganhou mais notoriedade com a construção do Shopping Center Iguatemi, na Vila Brandina, inaugurado em maio daquele ano. O jornal Diário do Povo do início da década de 90 relembrou este momento. “O Shopping Center Iguatemi Campinas, construído na Vila Brandina, impulsionou o Flamboyant para o progresso e a valorização. O bairro se tornou um corredor de passagem para o Shopping Iguatemi, principalmente a avenida José Bonifácio, hoje principal via do bairro”.

  

     “Um bairro bem localizado”

 

 

              Para muitos moradores do Jardim Flamboyant, um dos pontos altos do bairro é a tranqüilidade de suas ruas arborizadas. “Em minha casa temos diversas árvores e até um pequeno lago”, conta Aline Carnielle, de 24 anos, que reside no bairro desde que nasceu.  A localização da área, a seu ver, também é favorável. “Aqui estamos perto do centro e também do shopping Iguatemi”, diz.

 

             Esta é também a opinião de Daniela Dragoneti, que residiu no bairro por 21 anos. “A área melhorou muito com a vinda do shopping. O comércio cresceu bastante. O lado ruim é que o Jardim Flamboyant já não é mais tão tranqüilo”, coloca.

 

 

Na opinião de Paulo Cesar, Daniela e Aline, bairro é bem localizado

              E há quem veio de longe para fixar residência no bairro. A vendedora Line Carla Carvalho Silva reside no bairro há 2 anos e meio, quando deixou o estado do Alagoas para vir para Campinas. “Esta é uma área bem servida por ônibus e sempre vejo seguranças fazendo a ronda pelo bairro, o que me deixa mais tranqüila”, diz.

               Ao ser questionado sobre o bairro onde residiu por 8 anos, Paulo César da Silva é categórico: “O Jardim Flamboyant é extraordinário”, afirma o balconista, que trabalha no local há 10 anos. “Aqui se encontra de tudo, o bairro fica próximo de tudo, é muito bem localizado. Gosto também das praças. Além disso, há a variedade do comércio. Antigamente não havia tanta segurança, mas melhorou bastante. Considero o bairro excelente”, afirma.

 

      O pão quente de toda hora

  

            Foi em 1980 que ocorreu a inauguração da Padaria Abelha Gulosa, localizada na esquina da avenida José Bonifácio com a rua Mogi Guaçu.  Desde então, ela tornou-se conhecida não apenas pelos moradores, mas também pelos visitantes e freqüentadores do Jardim Flamboyant.

 

             Segundo Carlos Ceravolo Junior, sócio-proprietário do estabelecimento, na época a padaria foi construída ao lado do endereço atual, onde hoje existe a Papelaria Abelha - inaugurada há cerca de 4 anos - na avenida José Bonifácio. “Nos anos 80 o Jardim Flamboyant era um bairro novo, uma zona residencial. O Shopping Iguatemi foi fundado nesta mesma época”, relembra.

 

 Carlos Ceravalo Jr: "Aqui não há trânsito, comum no centro da cidade"

             Na opinião de Carlos, apesar da evolução e crescimento do bairro, o Jardim Flamboyant continua sendo um bairro tranqüilo. “Apesar de o movimento no bairro ter crescido e a esquina da padaria ter se tornado movimentada, não é nada que se compare com o centro da cidade, onde há muito trânsito. Aqui ainda temos à nossa disposição shoppings e hipermercados, que estão bem próximos”, diz.

              Hoje se pode dizer que o Jardim Flamboyant é um bairro sobretudo alegre. Na avenida José Bonifácio, o comércio cresceu abrindo espaço para diversos tipos de estabelecimentos, como as diversas casas de festas e buffets infantis que ali se encontram. Que o Jardim Flamboyant continue assim: com a beleza de suas árvores, de suas ruas e avenidas e com o eterno frescor e jovialidade de uma criança.

 

 Fotos: Letícia Zuppi  /  Fontes: Biblioteca Municipal de Campinas - Jornais “Diário do Povo”, “Correio Popular” e “O Estado de S. Paulo”.

 



Escrito por fatosematerias às 17h37
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Barão Geraldo: diversidades em um só lugar

 

 

 

Por Letícia Zuppi

Data: maio/2008

                                                                                             

   

            Pode-se dizer que o distrito de Barão Geraldo é um lugar tranqüilo e movimentado, grande e pequeno, simples e sofisticado. Na área há diferentes bairros, espaço para história, arte, cultura e até mesmo para o maior remanescente de Mata Atlântica de Campinas. Barão Geraldo, em contínua expansão, atrai cada vez mais pessoas de todos os lugares. Seja para moradores ou visitantes, o distrito tem muito a oferecer.

 

 

           

            Muitas pessoas se perguntam: afinal, quem foi o Barão Geraldo, que dá nome ao distrito? Filho do Dr. Estevão Ribeiro de Resende (Marquês de Valença) e D. Ilídia Mafalda de Sousa Resende (Marquesa de Valença), Geraldo Ribeiro de Sousa Resende nasceu em 19 de abril de 1846, no Rio de Janeiro. Quando ainda era jovem veio para Campinas com a finalidade de se dedicar à agricultura na Fazenda Santa Genebra, que pertencera a seu pai e avô materno.

 

            Geraldo se dedicou à vida política e foi chefe do Partido Conservador em Campinas, vereador e deputado. Recebeu ainda o título de Comendador e o título de “Barão de Iporanga”, dado por D. Pedro II. Em seguida, o próprio Geraldo Resende optou por alterá-lo para “Barão Geraldo de Resende”.

 

 

Geraldo Ribeiro de Sousa Resende, o Barão Geraldo

 

 

 

            Geraldo Ribeiro de Sousa Resende casou-se em 20 de junho de 1876, aos 30 anos de idade, com sua prima, D. Maria Amélia Barbosa de Oliveira de Sousa Resende. Maria era filha do Dr. Albino José Barbosa de Oliveira, que foi proprietário da Fazenda Rio das Pedras. Nascida no Rio de Janeiro em 10 de fevereiro de 1853, a Baronesa Geraldo de Resende faleceu em 16 de julho de 1902, em Campinas, aos 49 anos.

 

            O Barão Geraldo de Resende era considerado um homem de visão, que conseguiu transformar a Fazenda Santa Genebra em um dos mais significativos centros agrícolas do Estado de São Paulo. Lá eram utilizados métodos modernos na cultura do café, algodão e na criação de gado.

 

            Após a proclamação da república, Geraldo afastou-se da política e passou a dedicar-se à agricultura em sua fazenda, onde cultivava diversos tipos de plantios. Muito conhecido por seu caráter humanitário, o barão faleceu, subitamente, em 01 de outubro de 1907, aos 61 anos.

 

 

            O início de Barão Geraldo

 

 

            Segundo informações do jornal Correio Popular de 31 de dezembro de 1980, em 1910 a região de Barão Geraldo era formada pelas fazendas Santa Genebra e Rio das Pedras e ambas  foram responsáveis pela formação do local. A edição do mesmo jornal informa: “A fazenda Rio das Pedras prestou sua contribuição em extensão territorial, uma vez que metade da área urbana do distrito está assentada sobre a gleba que pertenceu a esta fazenda; já a Fazenda Santa Genebra contribuiu mais na parte política e sócio-econômica, devido à enorme colaboração cultural e administrativa de Barão Geraldo”.

 

            O jornal relembra ainda que a área de Barão Geraldo, embora os moradores mais recentes desconheçam, já recebeu a visita de pessoas ilustres. “Um outro fato que não sai da lembrança de seus moradores é que Barão Geraldo, entre muitos distritos e municípios, recebeu a visita do presidente da República, Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e da rainha Elizabeth I. As duas fazendas receberam em suas sedes, grandes personalidades”. De acordo com informações de outro jornal, Diário do Povo - de 2 de fevereiro de 1983 -, Rui Barbosa (jurista, jornalista e político), Campos Salles (governador de São Paulo entre 1894 e 1898 e presidente da República de 1898 a 1902) e o cantor Roberto Carlos também visitaram Santa Genebra e sua mata.

 

Roberto Carlos: ilustre visitante da Fazenda Santa Genebra

 

 

 

            Em 30 de junho de 1973, a edição do jornal Diário do Povo informava aos leitores que na Fazenda Santa Genebra havia uma plantação diferenciada: era uma plantação de roseiras, cujas mudas haviam sido trazidas de um castelo da França. Dez anos depois, (na edição de 2 de fevereiro de 1983) o jornal Diário do Povo relembrava os primórdios de Barão Geraldo, uma área de fazendas. “O distrito era uma confluência de regiões e estradas - a velha estrada de Cosmópolis e a dos fazendeiros (Rhodia). Era uma área de chacareiros e leiteiros. E foi nas terras de duas importantes fazendas - Rio das Pedras e Santa Genebra - que a maioria das histórias nasceu”.

 

            A localização de Barão Geraldo contribuiu muito para que o progresso ali chegasse. O ano de 1935 foi importante para a região, pois nesta época houve a instalação da luz domiciliar. Em 1950, foi a vez da rede pública de luz elétrica chegar ao local. No ano de 1953, outra importante conquista. No dia 30 de dezembro daquele ano Barão Geraldo era elevado à distrito, através do trabalho da chamada “Comissão Representativa de Cidadãos”.

 

            Na década de 50, Ruth Geraldi Poças, de 78 anos, deixava o bairro do Guanabara para residir em Barão Geraldo, onde continua até hoje. Sobrinha de Agostinho Páttaro, Ruth lembra-se de quando jovem vir sempre para Barão, já que a família de sua mãe residia no local. “Naquela época Barão Geraldo era uma região de fazendas. Atrás da casa onde eu morava só havia mato e plantações de mandioca e milho”, relembra. Por volta dos anos 50, segundo Ruth, ainda não havia muito comércio na área. “Havia alguns armazéns e botecos apenas”, diz.

 

            Ruth Poças foi casada por muitos anos com um conhecido morador de Barão Geraldo, já falecido: o Sr. Adão Poças, que por muito tempo vendeu água de côco e garapa em sua barraquinha na avenida Santa Isabel, umas das principais vias do distrito. Juntamente com a D. Benedita Domeni (a Dona Didi), o casal ajudou a fundar a Casa de Repouso Bom Pastor que, nos anos 80, começou a oferecer abrigo a pessoas com Câncer - e também a suas acompanhantes - que vinham se tratar nos hospitais de Barão Geraldo.

 

Na Casa de Repouso Bom Pastor, no distrito, pessoas com Câncer são acolhidas

 

 

 

            Atualmente residindo no bairro Vale das Garças, em Barão Geraldo, Ruth Poças acredita que alguns bairros do distrito perderam a tranqüilidade. “O centro de Barão Geraldo já é mais o mesmo”, conta ela, que residiu no centro do distrito antes de se mudar para o endereço atual.



Escrito por fatosematerias às 11h21
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     A evolução do distrito de Barão Geraldo

 

            No ano de 1970 - como afirma o jornal Diário do Povo de 14 de setembro de 1975 - Barão Geraldo possuía uma população de cerca de 10 mil habitantes, sendo que havia 7.500 habitantes na área urbana e o restante na rural. No ano de 1975, o número de habitantes havia subido para 12 mil.

 

            A edição do jornal Correio Popular de 25 de novembro de 1978, definia bem as razões pelas quais campineiros de diversas áreas estavam migrando para Barão Geraldo. “A tranqüilidade da área, as facilidades de comunicação e transporte, a proximidade de um grande centro industrial, hospitalar e educacional, aproveitando as suas vantagens e evitando as desvantagens, são alguns dos atrativos que levaram e estão levando muitas famílias campineiras ao distrito de Barão Geraldo, em fuga diante do caos urbano, do barulho e da poluição do ar desta que já foi chamada ‘a cidade das andorinhas’”.

 

            No ano de 1980, a população do distrito já havia crescido bastante, assim como a quantidade de bairros na área. Segundo o jornal Correio Popular de 31 de dezembro de 1980, na época Barão possuía uma população de mais de 19 mil habitantes e era composto por 10 bairros. A região era servida por redes de água e esgoto, asfalto e iluminação pública. Na parte de educação, contava com duas universidades - Unicamp e PUCC - quatro escolas estaduais, três escolas de 1º grau, uma de 1º e 2º graus, uma escola municipal de 1º grau e um parque infantil.

 

            Porém, o desenvolvimento do distrito de Barão Geraldo, aclamado por alguns e tido como motivo de preocupação para outros, poderia ameaçar sua fama de lugar calmo e tranqüilo, como mencionava o jornal Diário do Povo de 30 de dezembro de 1982. “O Distrito de Barão Geraldo é bem diferente daquele lugar bucólico e pacato de quando foi criado. Mas se esse progresso é saudado com orgulho por muitos de seus mais antigos moradores - que formaram mesmo uma comissão visando organizar a luta pela emancipação política - o fato é que há também muita gente realizando justamente um movimento em direção contrária: ou seja, de preservar essa condição de Distrito calmo e sem muita movimentação, que se caracteriza muito mais por um local apropriado para a moradia e para a paz”.

                         

 

     A lenda do “Boi Falô”

 

 

            Não apenas os moradores do distrito de Barão Geraldo, mas também de outros locais de Campinas, conhecem ou já ouviram falar da famosa lenda do “Boi Falô”. Há 13 anos, na véspera da Páscoa, a “Festa do Boi Falô”, reúne moradores e visitantes para celebrar a data, que inclui saborear uma tradicional macarronada e se divertir com atrações culturais.

 

 

A famosa lenda do Boi Falô é comemorada com festa no distrito

 

 

 

 

            A lenda do “Boi Falô” surgiu na época da escravatura. Segundo ela, em uma Sexta-feira Santa, o administrador da Fazenda Santa Genebra pediu a um escravo (conhecido como Toninho) para ir até o local onde o gado costumava descansar para pegar um boi para realizar uma tarefa.  Ao chegar ao local, o escravo se deparou com o boi deitado no chão e tentou pegar o animal. Para espanto do homem, o boi disse a ele: “hoje não é dia de trabalhar, é dia do Senhor!”. Assustado, o escravo saiu o mais depressa possível dali e, ao encontrar o administrador que lhe perguntou sobre o boi, apenas respondeu: “o boi falô!”.

           

 

     A Mata Santa Genebra

 

            Localizada em Barão Geraldo, a Mata Santa Genebra - que pertencia à Fazenda Santa Genebra - é a segunda maior floresta urbana do Brasil. Em uma área de 251, 7 hectares, abriga mais de 600 espécies vegetais e mais de 800 espécies animais. Lá podem ser encontrados mamíferos, aves, anfíbios, répteis, peixes e insetos variados.  Uma das atrações da mata é o Borboletário, onde borboletas são criadas em cativeiro para estudo.

 

Mata de Santa Genebra: tesouro ecológico

 

 

 

 

            Em 1985 a Mata Santa Genebra foi nomeada Área de Relevante Interesse Ecológico pelo Governo Federal. Maior remanescente de Mata Atlântica de Campinas, a mata é palco de muitas pesquisas que permitem conhecer melhor as espécies vegetais e animais da reserva. Tanto as espécies quanto o seu habitat natural (a mata), são rigorosamente respeitados.



Escrito por fatosematerias às 11h10
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     Principais destaques do distrito

 

 

            O distrito de Barão Geraldo é hoje conhecido pelo que tem a oferecer nas áreas de educação, saúde, cultura e lazer.

 

            É na área do distrito de Barão Geraldo que estão a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a PUCC (Pontifícia Universidade Católica de Campinas). Destaque ainda para o antigo Colégio Rio Branco (ensino infantil, fundamental e médio) fundado há 145 anos - em abril de 1863 - e instalado em Barão em 1975.

 

            Na parte de saúde, o distrito de Barão Geraldo pode contar com diversos hospitais e clínicas, como o Hospital das Clínicas da Unicamp, o Centro Médico de Campinas, o Centro Infantil Boldrini, a Sobrapar (Sociedade Brasileira de Pesquisa e Assistência para Reabilitação Craniofacial) e o COC (Centro de Oncologia de Campinas).

 

            Na parte cultural, Barão Geraldo abriga grupos de teatro (como o grupo Matula Teatro), música (como o Núcleo de Sambistas e Compositores do Cupinzeiro) e dança (como a ABAMBA - Associação dos Benfeitores e Amigos dos Meninos Bailarinos Atores).

 

Unicamp é destaque em Barão Geraldo

 

 

 

 

 

            Para os moradores e não-moradores do distrito que buscam lazer diurno, Barão Geraldo oferece as áreas arborizadas próximas e dentro da Unicamp, o Parque Ecológico Hermógenes de Freitas Leitão Filho, a Praça do Côco, além de outras dezenas de praças e locais que podem ser visitados. Quando o assunto é lazer noturno, não faltam em Barão Geraldo opções de bares e restaurantes.

 

            Ainda no distrito, estão concentradas importantes entidades, como a Fundação Síndrome de Down e a Casa de Repouso Bom Pastor. É ainda em Barão Geraldo que está localizada a Igreja Santa Isabel. Criado em 11 de setembro de 1963, o templo cristão foi construído graças à doação de alguns lotes de terra por parte do morador Luiz Vicentin e de doações de outros moradores.

 

 

     “Tratando o distrito como um todo”

 

 

           

            Atualmente com 74 bairros e 66 mil habitantes, Barão Geraldo demanda muito mais atenção de seus subprefeitos do que antigamente. Um dos objetivos da última gestão foi fazer com que os bairros que compõem o distrito fossem tratados como partes de um todo, que é Barão Geraldo. “Nosso trabalho foi mostrar para Barão Geraldo que a área é um distrito, que é preciso tratar suas demandas e não as de cada bairro separadamente. Nossa principal meta foi a de unir os 74 bairros, diminuindo a fragmentação”, explica Thiago Ferrari, que esteve à frente da subprefeitura de Barão Geraldo por 3 anos e meio - de 2005 até o início de 2008. Morador de Barão Geraldo há 25 anos, Thiago foi presidente da AMOC (Associação de Moradores da Cidade Universitária) e do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) local.

 

            Thiago explica que além dos seus 66 mil habitantes fixos, Barão Geraldo ainda recebe uma população chamada de “flutuante”, devido ao fato de uma das maiores universidades do país estar localizada no distrito. “São 50 mil pessoas por dia, apenas da Unicamp. Isso exige que Barão Geraldo tenha uma certa estrutura”, afirma.

 

 

Para Thiago Ferrari, é preciso trabalhar o desenvolvimento econômico de Barão Geraldo, sem comprometer a qualidade de vida dos moradores

 

 

 

 

            Um outro ponto do governo de Thiago Ferrari foi dar mais atenção às crianças do distrito. “Vimos que era necessário que as crianças tivessem mais atrativos na escola, que participassem mais. Com isso também fizemos um trabalho focando a cidadania”, explica.

 

            Ao analisar o desenvolvimento de Barão, Thiago Ferrari considera que o ideal seja permitir o progresso sem comprometer a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas que vivem no local. “Barão Geraldo se formou a partir de algumas famílias, a partir de uma comunidade enraizada que até hoje existe. Com a chegada da Unicamp e o pólo tecnológico, Barão começou a crescer vertiginosamente e a área se tornou um distrito não só pela posição geográfica, mas porque possuía condições para isso. Porém, não se pode trabalhar a questão do desenvolvimento econômico e esquecer a qualidade de vida, razão pela qual muitas pessoas procuraram o local”, afirma.

 

            Quando os assuntos são saúde e cultura, Thiago Ferrari considera que Barão Geraldo tenha muito a oferecer para sua própria área e para Campinas. “O distrito tem grande vocação para saúde e cultura. Em Barão está a única lenda da cidade de Campinas. Na ‘Festa do Boi Falô’ de 2008, que reuniu 5 mil pessoas, conseguimos envolver não apenas empresários, a comunidade, os moradores de Barão Geraldo, mas também a população da cidade inteira. Passamos de uma festa feita para a comunidade, para uma festa de toda Campinas. A cada ano a festa abre espaço para diversas atrações, porém o espírito religioso da data é mantido”, explica.

 

            Na opinião de Thiago Ferrari, Barão Geraldo precisa alcançar melhorias em algumas áreas. Segundo ele, o distrito passa por uma fase de transição e, além da segurança, outro aspecto a ser melhorado é a interação entre as pessoas que residem no local. “Há um conhecido conflito entre os moradores e os estudantes. O distrito se desenvolveu no entorno de universidades e a população estudantil gira mais de 60% da economia de Barão. Queremos que os estudantes se envolvam com a comunidade e, principalmente, que respeitem a vizinhança”, diz.

 

            Para que melhores resultados sejam sempre alcançados em Barão Geraldo e o distrito continue crescendo, beneficiando a todos, Thiago aponta que é fundamental que os moradores participem ativamente. “É preciso que a população se envolva com o poder público para preservar o distrito e para, juntos, poderem transformar”, conclui.

 

 

Fotos: Letícia Zuppi, Fundação José Pedro de Oliveira e divulgação

 

Fontes:

Biblioteca Municipal de Campinas - Monografia Histórica do Município de Campinas e jornais “Diário do Povo”, “Correio Popular” e “O Estado de S. Paulo”.



Escrito por fatosematerias às 10h52
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Nova Campinas: beleza e elegância

 

Por Letícia Zuppi

Data: abril/2008

 

 

            O bairro Nova Campinas sempre foi considerado um dos mais elegantes de Campinas. Impossível passar pelas ruas do bairro e não notar as sofisticadas e amplas casas e as belas praças. Há muito tempo, porém, o local era tomado por uma propriedade chamada “Chácara Laranjeira”. Você conhece a história deste bairro?

 

 

 

            Ao final da década de 30, uma família tradicional de Campinas resolveu lotear uma parte de sua propriedade, conhecida como “Chácara Laranjeira”. Quinze anos depois, em 1945, ainda havia muitos alqueires de terra da chácara para serem loteados e também vendidos. Para facilitar esta tarefa, a mesma família criou a Companhia Imobiliária Nova Campinas. Era ali, na margem direita do Córrego Proença, que o bairro começaria a crescer. A intenção logo no início era de providenciar o saneamento do córrego e construir a chamada “Avenida Perimetral”, a avenida “Norte-Sul”.

 

     

            As primeiras casas do bairro Nova Campinas só começaram a surgir ao final da década de 50. O bairro foi o primeiro a conquistar a fama de "bairro nobre" e de "elite" de Campinas. As amplas residências e mansões da Nova Campinas, projetadas por arquitetos famosos, transformaram-na em um bairro elegante, que conquistou muito glamour nas décadas de 70 e 80.

 

   

 

 

 

  Nova Campinas: 62 anos de beleza e glamour 

 

 

 

            Inovando com um estilo diferente dos demais bairros, a Nova Campinas chamava a atenção por suas amplas avenidas e ruas arborizadas e foi definida como um "bairro-jardim". O elegante bairro também é lembrado por ter sido sede do Palácio Episcopal.

    

  

            Hoje, com 62 anos, a Nova Campinas continua entre os bairros mais charmosos da cidade. Hoje, é alto o valor histórico dos imóveis da área. Além disso, o bairro é considerado um patrimônio ambiental urbano.

 

 

 

     A "Igreja do Padre Chiquinho"

 

 

            A Igreja Santa Rita de Cássia começou a ser construída no ano de 1957, na Avenida Jesuíno Marcondes Machado, na Nova Campinas. Em abril daquele ano foi lançada a pedra fundamental da igreja, como informa o jornal Diário do Povo, de 02 de abril de 1957: “Ainda neste mês de abril será lançada a pedra fundamental da nova igreja a ser construída em Campinas no bairro muito favorecido pelo progresso, que é o da Nova Campinas. Esta igreja será dedicada ao culto de Santa Rita de Cássia, que conta em Campinas com inúmeros devotos”.

 

     

            A Igreja Santa Rita de Cássia foi por muito tempo conhecida como a “Igreja do Padre Chiquinho”, em referência ao pároco Francisco de Assis Marques de Almeida. O local tornou-se um marco para o bairro Nova Campinas.

 

     

  Igreja Santa Rita de Cássia: um marco

 

 

  

            Segundo informações da Arquidiocese da cidade, a data de criação da Igreja Santa Rita de Cássia é 22 de maio de 1964. Em junho de 1974 os fiéis festejaram a inauguração da porta principal do templo, feita de madeira Imbuia e toda trabalhada. Os vitrais da igreja sempre foram muito elogiados por sua beleza e por reproduzirem cenas da vida da santa. Antigamente, alguns representantes de famílias tradicionais de Campinas também tiveram suas imagens representadas nos vitrais do templo.

  

    

            Santa Rita de Cássia nasceu em 1381, na Itália e faleceu em 1457. Também conhecida como “Santa dos Impossíveis”, Santa Rita dedicou-se à causa dos pobres e enfermos. A santa foi canonizada em 1900.



Escrito por fatosematerias às 09h48
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     Parada obrigatória

 

 

            É impossível passar pela Nova Campinas sem parar por alguns minutos em um local bastante apreciado no bairro: o Ventura Mall.   Construído em 1993, o shopping abriga lojas de vários tipos e é freqüentado principalmente por moradores da região.

 

            A escolha do bairro para a instalação, há quase 15 anos atrás, do centro de lojas, deve-se a diversos fatores. “O bairro Nova Campinas foi escolhido por ter uma localização estratégica e também porque, na época, percebemos que nele não havia nenhum outro comércio de conveniência que atendesse aos moradores de forma rápida, segura e moderna”, explica Lígia Rafful, proprietária do shopping.

 

            Recebendo um fluxo diário de cerca de 3 mil pessoas, o shopping possui 9 lojas, sendo que duas funcionam 24 horas. Tanto para os moradores da Nova Campinas, como para os campineiros que residem em outros bairros, o shopping foi se tornando, além de um local para fazer compras, um ponto de encontro.

 

Ventura Mall: parada obrigatória na Nova Campinas

 

 

 

            Na opinião de Lígia Rafful, o bairro Nova Campinas possui alguns diferenciais, que o tornam especial. “O bairro é um local privilegiado na cidade. É arborizado, bonito, sua localização é estratégica. É um bairro clássico”, diz.

 

            A Nova Campinas sempre foi considerada um bairro nobre da cidade, mas sofreu algumas mudanças com o passar dos anos. Porém, suas características principais se mantiveram. “O bairro Nova Campinas está passando por uma grande transição, que é inevitável graças ao progresso da cidade. No entanto, eu acredito que ele sempre será considerado um bairro de elite e de moradores com alto poder aquisitivo, uma vez que o comércio que lá está se instalando tem se esmerado no sentido de preservar as características do bairro”, afirma Lígia Rafful.

 

            Com o tempo, a fama de "bairro nobre" da Nova Campinas, no entanto, fez com que alguns moradores temessem por sua segurança. Alguns deixaram o bairro para residir em locais mais seguros. “Grande parte dos moradores migraram para condomínios fechados em busca de maior segurança e por sentirem que o perfil do bairro está se modificando”, coloca Lígia.

 

 

     A questão do tombamento do bairro

  

            Há cerca de 10 anos, uma parte dos moradores do bairro Nova Campinas manifestavam a vontade de que fosse feito o tombamento do bairro, devido à sua importância enquanto patrimônio ambiental urbano.

   

            O grupo de moradores recorreu ao Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas) para requisitar o tombamento e assim preservar a qualidade de vida no bairro.

 

              Uma longa discussão então se iniciou, já que alguns moradores do bairro eram contra o tombamento. Houve ainda uma divergência sobre que áreas ou vias do bairro deveriam permitir o comércio. Alguns moradores eram a favor de transformar o local em um condomínio fechado.

  

  

            Há cerca de quatro anos, o Condepacc decidiu tombar o bairro Nova Campinas. A área tombada seria a mesma do loteamento original, dos anos 40. Na época, foi estipulado que a altura dos imóveis deveria ser de até 10 metros. Com as novas regras estipuladas se pretendia manter o traçado urbano das vias, das praças e se preservaria as vegetações arbóreas, entre outros fatores.

   

 

            O limite com relação à altura das construções desagradou os moradores que lutavam pela verticalização. Estes eram a favor da construção de prédios no bairro e da expansão das atividades comerciais. Com a decisão do tombamento da área, as casas na Nova Campinas poderiam ser reformadas e demolidas, porém era preciso manter as características urbanísticas.

A construção de edifícios no bairro gerou divergências

 

   

 

            No segundo semestre de 2005, o prefeito Dr. Hélio de Oliveira Santos cancelou a decisão do Condepacc de tombamento do bairro. Segundo ele, o assunto era demasiadamente complexo e era preciso que houvesse estudos aprofundados sobre a questão.

 

   

            A assessoria de imprensa do prefeito foi procurada para que Dr. Hélio de Oliveira Santos nos concedesse uma entrevista, a fim de debater este assunto. Porém, até o fechamento desta matéria, tal encontro ainda não havia sido agendado.

 

Fotos: Letícia Zuppi e divulgação

 

Fontes: Biblioteca Municipal de Campinas – Jornais “Correio Popular”, “Diário do Povo” e “O Estado de S. Paulo”. 



Escrito por fatosematerias às 09h31
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Hipismo: emoção sobre quatro patas

 

 

Por Letícia Zuppi

Data: abril/2008

 

 

            À primeira vista o Hipismo parece um esporte simples. Porém, um olhar mais atento revela as dificuldades e exigências deste tipo de prática. Nas competições, muita concentração e habilidade, além de sabedoria para enfrentar os altos e baixos da carreira.

 

             O Hipismo é uma modalidade antiga no Brasil e abrange diversas categorias. Entre elas estão o Salto, o Adestramento, o Volteio e as Rédeas. “Salto e Adestramento são as modalidades mais fortes na área”, explica Plínio Soares, diretor de Hipismo da Sociedade Hípica de Campinas.

 

            Segundo Plínio, todo cavalo que se inicia na prática esportiva passa por um adestramento básico, para depois ser detectada sua aptidão para as diversas categorias da equitação. “Ás vezes nos surpreendemos. Imaginamos que um cavalo terá mais aptidão para uma modalidade e ele se revela melhor em outra”, explica o diretor.

 

A aptidão do cavalo é sempre levada em conta no Hipismo

 

 

            Para a prática do Hipismo é necessário primar pela proteção e segurança, tanto do animal, como do cavaleiro. Para o salto em pista, o cavalo deve utilizar proteções nas patas da frente e de trás - estas, chamadas no meio da equitação de "mãos e pés" do cavalo - e sela com estribo. Para o cavaleiro, é necessário o uso de bota, culote e capacete. “Este último item é obrigatório durante a prática do Hipismo para menores de 18 anos e durante as provas, para todas as idades”, explica Plínio, que monta há 22 anos.

 

            Segundo o diretor, uma das maiores dificuldades do Hipismo, especialmente no que se refere a saltos, é que o cavaleiro ou amazona está montando um ser vivo, o que exige um bom preparo físico por parte do praticante e uma sintonia entre ele e o cavalo. “O cavaleiro precisa adaptar o corpo e buscar o equilíbrio sobre o animal, que está em constante em movimento. É preciso que o conjunto 'cavalo e cavaleiro' ou 'cavalo e amazona’ estejam em harmonia”, explica.

 

            As provas de Hipismo ocorrem seguindo os parâmetros presentes em qualquer outra categoria esportiva. “Há o esporte que compete localmente, regionalmente, estadualmente, nacionalmente e internacionalmente. O Hipismo também tem provas em todos esses níveis”, explica.  Segundo Plínio, para cada tipo de competição, há um nível de exigência, tanto do cavaleiro, como do cavalo. “Um tipo de cavalo pode ser estar bom para competir localmente, mas não para uma competição nacional ou internacional”, explica.

 

Hipismo requer sintonia entre cavalo e cavaleiro

 

 

            A competição de Hipismo pode ser feita em uma área como o chamado "picadeiro coberto", que pode ter dimensões de 25 por 60m, até uma pista ao ar livre, de 100 por 50m. “Quanto menor a pista, maior a dificuldade no percurso”, explica Plínio.

 

            Ao contrário do que se pensa, o Hipismo não é um esporte fácil. Além da perfeita sintonia entre cavalo e cavaleiro, o treinamento deve ser constante. Todos os resultados e esforços alcançados no treino são mostrados em competições com provas de pequena duração, de aproximadamente um minuto. “Um erro, uma distância mal calculada pode ser considerada uma falta. E hoje uma falta pode levar o competidor automaticamente para o 25° lugar”, explica Plínio. 

 

 

            O Hipismo exige, além de muito empenho do competidor, que ele saiba lidar com conquistas e derrotas, que fazem parte do universo das competições. “O Hipismo é um esporte em que às vezes vale muito mais a moral do que a técnica. Você mais perde do que ganha. É um esporte muito complexo”, afirma o diretor.

 

     O Hipismo no Brasil

 

 

            Segundo Plínio Soares, o Hipismo no Brasil existe desde a década de 50 e naquela época o esporte era muito praticado pelos militares. Aos poucos isso foi mudando. “Com a fundação de alguns clubes como a Sociedade Hípica Brasileira - no Rio de Janeiro - a Sociedade Hípica Paulista e a Sociedade Hípica de Campinas, a prática do Hipismo foi sendo difundida”, explica.

 

             Nas décadas de 60 e 70, recebeu grande destaque no meio o nome do cavaleiro Nelson Pessoa. “Ele se transformou em uma referência do Hipismo mundial”, explica Plínio.  O tempo passou e o Brasil só alcançou maior notoriedade no Hipismo na década de 90. “O país despontou para a mídia e para o público quando conquistou sua primeira medalha olímpica por equipe, nas olimpíadas de Atlanta, em 1996”, relembra.

 

O Brasil alcançou maior notoriedade no Hipismo na década de 90

 

 

            Uma das modalidades mais comentadas no momento dentro do Hipismo é o Volteio. A prática consiste em executar movimentos e exercícios - característicos da ginástica artística - sobre com o cavalo em movimento, com vários níveis de dificuldade. A modalidade demanda muito treinamento, equilíbrio e preparo físico. A prática é também uma opção de treinamento para os alunos de outras modalidades de Hipismo. “Temos indicado o Volteio para as pessoas que se iniciam na equitação. É bom passarem por este outro tipo de treinamento por um período, para ter um contato diferente com o cavalo”, diz Plínio Soares.

 

            Na Sociedade Hípica de Campinas a partir de 6 ou 7 anos de idade já é possível iniciar-se na equitação. O clube aceita sócios e não sócios para o curso. Para estar apto a competir em uma prova simples, o tempo de treinamento é de no mínimo 2 anos, porém tudo depende do esforço e da dedicação do aluno. Seja com a intenção de praticar o Hipismo como esporte ou com a intenção de seguir carreira na equitação, o curso é de extrema importância. “A escola de equitação é, sem dúvida, fundamental para quem deseja adentrar o mundo do Hipismo”, conclui Plínio.



Escrito por fatosematerias às 16h25
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            A Equoterapia                                                                                 

                                  

 

            A definição para o termo “‘Equoterapia’ é a seguinte: ‘técnica terapêutica e educacional que trabalha o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar na área da saúde, educação e da equitação, buscando o desenvolvimento bio-psíquico-social de pessoas com deficiência”.

 

            A Associação de Equoterapia de Campinas (AEC), que atende no Centro Hípico Rio das Pedras, em Barão Geraldo, tem levado esta prática, mundialmente conhecida por seus benefícios, a cada vez mais pessoas.

 

            Tudo começou em 1996, quando um grupo de profissionais da saúde se reuniu para ir à Brasília realizar o ‘Primeiro Curso de Habilitação em Equoterapia’. Na volta, decidiram se unir para fazer o mesmo tipo de trabalho na cidade de Campinas. “Começamos nosso trabalho no 35° Batalhão da Polícia Militar de Campinas em 1997, atendendo algumas pessoas”, relata Maria Aparecida Paschoal Góes, sócia-fundadora e coordenadora da AEC.

 

            A associação foi fundada em 1998, quando se tornou Órgão de Utilidade Pública Municipal. No ano passado tornou-se também Órgão de Utilidade Pública Estadual. Hoje o atendimento da AEC se dá dentro da Fazenda Rio das Pedras, através de parceria firmada em 2003 com Rodrigo de Carvalho, um dos sócios da propriedade. Entre 1997 e 2003 outros caminhos foram percorridos pela associação de Equoterapia. “Iniciamos nosso trabalho também em outras cidades, como Rio Claro e Indaiatuba”, diz Maria Aparecida.

 

 

Fundada em 1998, a AEC vem levando a Equoterapia a cada vez mais pessoas

 

 

            Hoje a AEC atende 60 crianças e adolescentes, com idade entre 3 e 17 anos, do projeto de inclusão da Secretaria Municipal de Educação de Campinas. Os praticantes possuem deficiências físicas e mentais. A equipe da associação é composta por fisioterapeuta, pedagoga, psicólogo, assistente social e equitadores.

 

            Ao chegar à AEC, a criança ou adolescente encaminhado pelas escolas da rede municipal, passam por uma avaliação física, psicológica e pedagógica e por um estudo de caso, para que se saiba de suas necessidades. “Uma vez com o laudo pronto, fazemos um programa terapêutico e educacional e passamos a atender o praticante uma vez por semana”, explica a coordenadora.

 

            Para ser encaminhada para a associação, a criança necessita, no entanto, da autorização de um médico neurologista. “Contamos com o apoio do Dr. Marcos Duran, que é neuro-pediatra”, diz Além disso, é necessário que alguém da família do participante o acompanhe nas terapias. “Enquanto as crianças participam da terapia, os responsáveis aguardam em uma sala onde recebem orientação e encaminhamento da assistente social”, diz Aparecida.

 

            O trabalho na Equoterapia é composto por três etapas. A primeira é a de aproximação, conduzida pelo psicólogo. “Trata-se do primeiro contato da criança neste ambiente diferente, interagindo com o cavalo”, diz a coordenadora. Esta etapa chama-se “Hipoterapia”, que inclui ainda a criança montar o animal juntamente com outra pessoa, geralmente o psicólogo ou o fisioterapeuta.

 

            A segunda etapa é chamada de “Educação e Reabilitação” e ocorre quando a criança monta o cavalo com duas pessoas ao lado, chamadas de ‘laterais’. “Os laterais acompanham o trabalho, realizando exercícios físicos e pedagógicos com a criança”, explica Maria Aparecida.

 

 Criança durante Equoterapia: benefícios são inúmeros

 

 

            A terceira etapa é a “Educação Eqüestre”, também chamada de ‘pré-esportivo’. “Nesta etapa a criança já é capaz de conduzir seu próprio cavalo”, diz a coordenadora.

 

            Os benefícios da Equoterapia são inúmeros. Entre eles estão a melhora do desenvolvimento motor, do equilíbrio e da postura. Mas há muitas outras e importantes conquistas. “A Equoterapia aumenta a independência, a auto-estima, a confiança, a socialização e o desenvolvimento da aprendizagem”, explica Maria Aparecida.

 

            Um exemplo de que a Equoterapia trás resultados é Pablo Daniel Gomes Ronchini. Aos 7 anos, o garoto freqüenta a AEC há 2. O avô, Tarcísio Odilon Gomes, comenta seus progressos. “Pablo gosta muito desta prática, que o ajudou bastante”, conta.

 

            Porém nada seria possível na Equoterapia se não fossem os cavalos.  Para esta prática, a AEC dispõe de três animais, sendo que dois pertencem à instituição e um é cedido pela Fazenda Rio das Pedras. Segundo Luiz de Paula Góes, assistente administrativo da associação, as despesas com os cavalos são muitas. “Temos gastos com vacinas, remédios, selas, veterinários, entre outros. Precisamos estar sempre com os cavalos sempre muito bem cuidados, afinal eles são o instrumento principal da Equoterapia”, explica.

 

            Para os interessados em colaborar, a entidade está em busca de sócios contribuintes, empresas e também de voluntários (nas áreas de Psicologia, Fisioterapia, Veterinária, entre outros). Mais informações podem ser encontradas no site: http://aec-cps.sites.uol.com.br, ou através dos telefones 3029-1520 e 9135-5005 (falar com Maria Aparecida).

 

             Os dias e horários de funcionamento da Associação de Equoterapia de Campinas são às terças e quintas durante todo o dia e às quartas e sextas pela manhã. Aos sábados pela manhã, a equipe realiza trabalho de Equoterapia pelo Centro Hípico Rio das Pedras.  O Centro Hípico oferece também um outro curso, porém sem qualquer associação com a AEC. Trata-se da “Educação Eqüestre”, que consiste em uma preparação para as aulas de equitação. Podem-se inscrever crianças de 3 a 7 anos. Para mais informações, entrar em contato com o Centro Hípico Rio das Pedras.

 

Fotos: Letícia Zuppi e divulgação



Escrito por fatosematerias às 16h17
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Castelo: imagem do progresso

 

 

Por Letícia Zuppi

Data: abril/2008

                                                                                                      

 

            Quem vê o bairro do Castelo hoje, com suas ruas movimentadas, carros e pessoas indo de um lado para o outro, muitas casas e comércio em crescimento, talvez tenha dificuldade em imaginar que a área já foi um lugar tranqüilo e com muito verde. Você conhece a história deste bairro de Campinas?

  

 

            Há quase 70 anos, a região onde hoje existe o bairro Castelo era dominada por pequenas propriedades agrícolas e uma grande fazenda, a “Fazenda Chapadão”. Com o tempo o bairro foi sendo esboçado, mas ainda era considerado um "apêndice" da fazenda. Na área havia verde a perder de vista. Os eucaliptos dominavam a região. Os moradores podiam ouvir o gado passar e frente as suas casas.

            Foi em 1940 que tudo começou a mudar. Neste ano, um dos pontos turísticos mais importantes de Campinas hoje, era inaugurado: o castelo d’água.

 

            A concepção original da torre foi do engenheiro e urbanista Francisco Prestes Maia, que a projetou em 1938. Sua idéia foi usá-la como ponto final de uma ampla avenida, hoje a conhecida Avenida Andrade Neves. Na época do projeto, o Departamento de Água e Esgoto de Campinas pretendia construir um reservatório de água para atender a parte mais alta da cidade. Desta forma, os dois projetos foram unidos.  

 

            Com a construção da torre, Campinas ganhou um belo monumento, que possuía a curiosa forma de um castelo e que se transformou em um marco para o bairro e para a história da cidade. Nos anos 40, o mirante da torre era visitado por campineiros encantados com a oportunidade de observar a região sob um novo ângulo.

 

Inaugurada em 1940, a torre d’água mudou a história do bairro

 

 

            Naquela época, contudo, o bairro ainda era pequeno. A área alcançou maior crescimento a partir dos anos 50. Aos poucos, o comércio foi se estabelecendo nas proximidades do castelo d’água e a Praça 23 de Outubro - onde a torre do Castelo está localizada - foi ficando famosa.

 

            Foi em 1955 que Ady Motta Balista, hoje com 81 anos, mudou-se para o bairro. A professora aposentada morou no Castelo por quase 20 anos. A princípio, ainda solteira, residia em uma pequena casa com os pais. Ady relembra a época. “O Castelo era bem tranqüilo e parte do bairro que existe hoje ainda não existia. O bairro acabava ali, no castelo d’água. Depois ele foi crescendo”, diz.  

 

            Ady casou-se em 1959 e continuou morando no bairro, onde nasceram seus filhos. O dia do nascimento do último filho coincidiu com o último dia em que os bondes circularam na cidade. “O último dia dos bondes em Campinas foi 24 de maio de 1968. Os bondes mais movimentados eram o 9  e o 12. Tenho muitas saudades dessa época. Eu gostava muito de andar de bonde”, conta.

 

 A história de vida de Ady Balista confunde-se com a história do Castelo

 

            A importância do bairro Castelo para a cidade de Campinas pode ser verificada nas páginas do jornal campineiro Diário do Povo, de 19 de janeiro de 1969, que relembrava seu surgimento. “O Castelo já nasceu grande. Enquanto outros bairros levaram anos para se formar, ele, em pouco tempo, tornou-se um dos mais belos recantos, de onde melhor se avista a cidade. Em torno do velho reservatório d’água que lhe deu o nome, as casas começaram a aparecer, circundando-o como num grande e afetuoso abraço. Hoje tudo ali é moderno. As ruas e avenidas largas, as árvores que as florem, os estabelecimentos comerciais. Atração turística, ponto de referência da cidade, o Castelo passou a ser o local para onde convergem dezenas de famílias aos domingos, a fim de desfrutar de sua paisagem única e das delícias de suas sorveterias. (...) O Castelo é único”.

 

            Em 30 de março deste mesmo ano, a edição do jornal Correio Popular enfatizou o favorável posicionamento geográfico do Castelo em relação os outros bairros. “O Castelo é o bairro mais alto da cidade. Quem está no centro vê facilmente o núcleo, principalmente a obra de engenharia que lhe dá nome. E quem está no bairro, vê  quase toda a cidade. A visão é panorâmica. Os arranha-céus, as casas, a estação, a Catedral e tudo o mais se vê lá do alto”.

 

             “Um bairro de muitas facilidades e de ruas tranqüilas”. É assim que Alexandre Gaspar da Ponte, morador do bairro há mais de 25 anos e proprietário da Nico Paneteria - padaria que funciona há 14 anos no balão do Castelo -  define o bairro. Porém nem sempre foi assim. Alexandre relembra como era o bairro antigamente. “Um dos pontos mais freqüentados do bairro era a sorveteria Torre de Pisa, que estava sempre bastante movimentada. Outra lembrança que tenho é dos rachas que aconteciam no balão do Castelo. Havia muito barulho aqui por conta disso”, conta.

 

            Hoje, a Nico Paneteria é parada obrigatória para quem mora, já morou ou para quem visita o bairro do Castelo. “Nossa clientela é composta por pessoas que estão de passagem pelo bairro, por moradores e também por ex-moradores. Apesar de não residirem mais aqui, muitos criaram o hábito de freqüentar a padaria e não o perderam”, diz.

 

A Nico Paneteria, no balão do Castelo, alcançou fama

            Com o surgimento das novas tecnologias na área da comunicação e por estar localizado na região mais alta de Campinas, o bairro do Castelo foi escolhido para abrigar estações retransmissoras e receptoras de TV, o que trouxe ao bairro ainda mais destaque.

 

 

            No início da década de 80 (na edição de 25 de agosto de 1982), o jornal Diário do Povo relembrava, mais uma vez, a trajetória e importância do bairro Castelo: “Um bairro onde a vida cresceu de repente, rapidamente. Um lugar onde os bosques densos, a mata de eucaliptos, o gado pastando e invadindo quintais, as ruas de terra e uma enorme fazenda, se converteram em um bairro com infra-estrutura, vida pulsando e desenvolvimento. Mas tudo isso nasceu de um castelo - um castelo de água. E assim, do ponto mais alto da cidade, avistando o crescer de toda ela, o bairro do Castelo foi surgindo (...). O Castelo é também um dos pontos de triangulação geodésica da cidade, ou seja, um marco pré-estabelecido para o crescimento da cidade. É através desse ponto, que inicia no castelo de água, que se determina o avanço e a expansão de Campinas. E é aí, sobre uma visão panorâmica de desenvolvimento e esteira de prédios e vidas que, monumento do início do romper fronteiras, o Castelo, suas ruas, lendas e estórias nasceram, feito um rio a verter - abrindo com sua correnteza o início do verbo crescer.”

 



Escrito por fatosematerias às 16h11
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     A Igreja do Rosário

 

 

            No fim da década de 70, o bairro Castelo ganhou mais uma notória construção: a Igreja Nossa Senhora do Rosário. Demolida em 1955 no centro da cidade, a igreja ganhou novo endereço na Avenida Francisco José de Camargo Andrade, que por pouco não recebeu o nome de “Avenida Nossa Senhora do Rosário”.

 

            A demolição da antiga Igreja do Rosário (que deu nome ao Largo do Rosário) ocorreu como parte do plano de urbanização “Prestes Maia”, da década de 50, que previa que as ruas Campos Salles e Francisco Glicério fossem alargadas. A notícia desagradou e entristeceu os moradores de Campinas, já que a Igreja do Rosário era um belo monumento arquitetônico, fato que podia ser verificado em seus altares em mármore Carrara, nas imagens, nas pinturas e nos vitrais.

 

            A nova igreja a ser construída no Castelo deveria ser uma cópia fiel e atualizada da antiga. A cúpula da nova igreja seria mais alta. O jornal Correio Popular de 07 de outubro de 1956 noticiava: “A nova casa de Deus será edificada no alto do Castelo, em local onde não existe nenhuma igreja e num bairro que cresce dia a dia, com muitas e recentes construções. Milhares de fiéis, moradores no Chapadão, Castelo e zonas circunvizinhas poderão, agora, freqüentar, com facilidade, o templo católico”.

 

            O lançamento da pedra fundamental da nova igreja deu-se no dia 7 de outubro de 1956. A data foi marcada com muita festa. A prefeitura de Campinas colocou à disposição dos cidadãos linhas de bondes e ônibus para que pudessem chegar ao local. Ady Balista lembra-se deste momento importante da história de Campinas. “Lembro dessa festa que aconteceu no Castelo. Foi um grande acontecimento e eu estava muito animada”, conta.

 

 

 

Igreja do Rosário: espera de 23 anos valeu a pena

 

 

            Ady relembra ainda que, naquela época, a Avenida Francisco José de Camargo Andrade, onde a igreja se instalaria, era também conhecida por um nome que fazia referência a umas de suas características: a tranqüilidade. “Todos a chamavam de ‘Avenida do Sossego’. Eu tenho saudades de como o bairro do Castelo era naquela época, mas ainda prefiro atualmente, com as avenidas movimentadas e todo o progresso que o tempo trouxe”, afirma.

 

            A princípio imaginou-se que as obras da nova Igreja do Rosário levariam cerca de quatro anos para ser concluídas, o que não ocorreu. Naquela época, a verba fornecida pela Prefeitura de Campinas para esta construção foi insuficiente. Desta forma, os párocos se uniram aos fiéis para dar continuidade às obras. O padre Damião Ormaeche e o padre Elias Leite são lembrados como os maiores responsáveis pelo sucesso da reconstrução da igreja.

 

            O jornal Correio Popular de 26 de outubro de 1958 levou aos campineiros informações sobre a nova edificação: “Prosseguem as obras de construção do novo templo do Rosário. O novo templo (...) obedecerá o mesmo estilo romano-bizantino, de traçado sóbrio e elegante, com as mesmas características de uma arquitetura genuinamente eclesiástica. A sua fachada contará com duas suntuosas e desiguais torres. Além da graciosa escadaria da frente da porta principal”.

 

            Segundo informações da Arquidiocese de Campinas, a data da criação da Igreja do Rosário é 28 de outubro de 1965. Foi apenas em 7 de dezembro de 1969 que ocorreu a inauguração da nave central do templo. O jornal Diário do Povo de 4 de dezembro de 1969 relembrava as características e beleza da igreja:  “As duas paredes, que tinham seu interior quase totalmente decorado com imagens sacras, em grade parte folheadas a ouro, davam a impressão a quem as contemplasse, de algo profundamente sagrado, proibido mesmo de ser tocado (...) Difícil explicar com palavras em que constituía a Igreja do Rosário, embora se possa dizer que era o lugar em que a arte penetrava a alma”.

 

            Quatro anos depois, em 09 de dezembro de 1973, era inaugurado o presbitério da Igreja Nossa Senhora do Rosário, composto pela área do altar principal, o escritório paroquial e a sacristia. Porém a obra da igreja como um todo só foi concluída em 1978, vinte e três anos após o seu início.

 

     O bairro Castelo hoje

 

 

            Em março de 1998, a torre do Castelo passou por uma restauração que lhe deu seu visual atual. A Praça 23 de Outubro foi reurbanizada e passou por várias modificações no mesmo ano.

 

            Com altura de 27m e capacidade para 250 mil litros, o castelo d’água recentemente recebeu o nome de “Torre do Castelo - Vitor Negrete”, em homenagem ao alpinista campineiro falecido em maio de 2006, no Monte Everest. É possível visitar a torre aos sábados e domingos, das 16 às 20hs. Em dias de semana, é necessário agendar visitas. Há um pequeno museu no andar térreo da torre que também pode ser visitado.

 

            A Avenida Andrade Neves hoje abriga uma parte importante do comércio do bairro, com estabelecimentos como lojas, clínicas, bancos e escolas. Ady Motta Balista resume o pensamento de muitos moradores e ex-moradores do Castelo: o de que este é um bairro marcante e inesquecível. “Minha vida sempre foi no Castelo e assim sempre será”, encerra.

 

Fotos: Letícia Zuppi

  

Fontes:

Biblioteca Municipal de Campinas – Jornais “Diário do Povo”, “Correio Popular” e “O Estado de S. Paulo”.



Escrito por fatosematerias às 16h08
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Adeus, velhos amigos!

 

 Por Letícia Zuppi

 Data: fevereiro/2008

 

 

            É fácil e interessante abrir a porta de nossas casas para as novas tecnologias, afinal elas nos trazem qualidade, praticidade e comodidade. Difícil é ter que abrir mão das velhas tecnologias. LPs, vitrolas, toca-fitas, vídeo-cassetes, disquetes, fitas VHS...Na música, na televisão, na informática, na telefonia...as novidades não param de chegar. É hora de dizer adeus aos nossos velhos "amigos" e receber nossos novos "companheiros". 

  

            A tecnologia é e sempre será fundamental para o progresso da sociedade. Mas, se por um lado as novas invenções facilitam cada vez mais nossas vidas, por outro elas nos obrigam a deixar para trás objetos que fizeram parte do nosso dia-a-dia e de nossos antigos hábitos. As mudanças nos alegram, mas também nos assustam. A era digital trouxe diversas e espantosas possibilidades.

 

            Algumas novidades foram trazidas pela tecnologia há pouco tempo. A invasão dos CDs deu-se há pouco mais de uma década e, mais recentemente, observamos a chegada dos DVDs. Os filmes em VHS já não têm mais espaço nas vídeo-locadoras e, em breve, até os vídeo-cassetes serão completamente retirados do mercado.

 

LPs e fitas cassetes vêm se tornando cada vez mais raros

 

 

 

            Se antes quem queria ouvir muitas e variadas músicas precisava andar com dezenas de CDs à tira-colo, agora isso não é mais necessário, graças aos MP3 players. MP3 é um tipo de armazenamento que permite a compressão de arquivos sonoros, com qualidade digital, muito próxima de um CD. Assim, com o formato MP3, as músicas e outros arquivos de áudio ocupam bem menos espaço. Um dos tipos de MP3 players mais vendidos atualmente no mercado é o chamado "Ipod", de uma conhecida marca americana.

 

            Antonio Alberto Bueno conhece bem as mudanças tecnológicas em curso. É proprietário de um sebo em Campinas e está no mercado há 15 anos. Entre os vários itens à venda em sua loja, estão centenas de LPs. Os "long plays", que já foram objeto de desejo de muitas pessoas há algum tempo, hoje atraem um outro tipo de público: os colecionadores. Mas há também os que prefiram o vinil por ser mais barato em relação ao CD. “O preço do vinil caiu, mais pessoas têm os procurado. E o CD está seguindo o mesmo caminho, devido ao surgimento do MP3”, conta Antonio.

 

 

Antonio Bueno e vinil: discos são procurados por colecionadores

 

            No sebo de "Toninho", como é conhecido, é possível encontrar LPs que vão de R$ 1 à R$ 40. Os mais caros são também os mais antigos, das décadas de 60 e 70. Toninho não esconde sua preferência pelo vinil. “As capas dos LPs eram mais bem feitas, traziam encartes, várias fotos. Os CDs não são assim”, afirma. Toninho, porém, reconhece as vantagens deste último tipo de mídia. “Para os músicos hoje é muito mais fácil gravar um CD e ter um material para apresentar, o que não era possível antigamente”, relembra.

   

     A magia dos celulares inteligentes

 

 

            Há quem afirme que não se pode viver sem eles, mas até pouco tempo eles nem existiam. Eles são levados para o shopping, para o supermercado, para a padaria, para o banco, para escola, para o cinema. Quem nunca ouviu aquele barulhinho irritante durante um filme? Ninguém consegue desligá-los, em lugar nenhum, em momento algum.

 

 

            Atualmente, quem não possui um aparelho celular é considerado desatualizado e uma pessoa "estranha". Falar ao telefone, no entanto, parece ser o menos importante, perto de tudo o que esses "aparelhinhos" podem nos oferecer. Os celulares estão cada vez mais completos.

 

            Os "smartphones" ou "telefones inteligentes", por exemplo, são aparelhos celulares que vão além de um simples telefone. Possuem agenda telefônica, câmera para fotos e vídeos e outras funcionalidades extras. Nos EUA, a grande febre entre os "smartphones" é o chamado "Blackberry"- aparelho lançado pela empresa RIM - que permite acesso à internet, envio de e-mails, etc.

 

 

 

 

 

Celulares inteligentes: pequenos aparelhos, funções inimagináveis

 

 

           

 

            Entre os aparelhos mais vendidos no Brasil por uma operadora de telefonia celular estão os celulares com câmera e MP3. Segundo Vera Brito Rafael, funcionária da loja, a cada ano são lançados cerca de 10 modelos novos, que trazem aos usuários cada vez mais possibilidades de interação. Uma nova tecnologia desenvolvida recentemente possibilitará utilizar o aparelho para vídeo-conferências, com transmissão de áudio e vídeo em tempo real. “Outra função interessante é a do navegador GPS (Sistema de Posicionamento Global) para mapeamento e localização de pessoas e lugares”, diz Vera. As novas tecnologias na área prometem ainda deixar os clientes melhor conectados à internet, devido à maior rapidez no tráfego de dados. “O acesso à internet, que já é oferecido pela maioria dos aparelhos, será feito com maior velocidade”, afirma Vera.

 

 

            Com tanta novidade e tecnologia, não há quem resista aos "smartphones", embora sejam mais caros. Mas para os que ainda preferem usar os celulares apenas para efetuar e receber chamadas e mensagens de texto, existem diversas opções. Os preços variam. Um celular básico, com facilidades como visor colorido e viva voz, custa em torno de R$ 80. Um similar, que possui também a função de rádio FM, é vendido por cerca de R$100, enquanto um mais completo – com câmera, filmadora, rádio, MP3 e outras funções – pode chegar a R$ 400. “Tecnologia é fundamental na vida de qualquer usuário de celular”, coloca Vera.



Escrito por fatosematerias às 11h03
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      Computadores: leve-os para qualquer lugar

              

 

             Os computadores fizeram com que nos despedíssemos das máquinas de escrever e do velho hábito de ir ao correio para enviar cartas e cartões de aniversário ou Natal. Hoje é possível redigir textos, se comunicar, parabenizar as pessoas, fazer compras, efetuar transações bancárias, conhecer culturas e habitantes de diversos lugares, sem sair de frente do computador.

 

             Porém foi-se o tempo em que usar o computador era sinônimo de ficar sentado em frente à uma máquina grande e pesada. Agora é possível carregá-lo para lá e para cá sem nenhum esforço. Os "laptops", também conhecidos como "notebooks", são computadores portáteis. Funcionam utilizando baterias e tornam a vida de muitas pessoas, principalmente a dos executivos, muito mais fácil. Para os que preferem ainda um aparelho menor, existem os chamados "palmtops". O nome surgiu porque eles cabem na palma da mão. Estes também possuem funções de um computador e basicamente funcionam como uma grande e completa agenda eletrônica.

 

           

Laptops são exemplos de modernidade e liberdade

 

              Se levar seu próprio computador à tiracolo não é possível, que tal transportar boa parte de seu conteúdo com você? Nada de disquetes ou CDs. Menores e bem mais modernos, os chamados "pendrives" são a melhor opção para quem quer armazenar arquivos e descarregá-los em qualquer computador. O "pendrive" pode ser facilmente acoplado à máquina, onde os arquivos gravados poderão ser abertos. O mais interessante, além de sua eficácia, é a aparência e dimensões do "pendrive", que lembram a de um isqueiro ou de um chaveiro.

 

      Televisores: a chegada da TV Digital

 

             Há alguns anos especulava-se que em um futuro próximo os televisores desapareceriam. Seria possível assistir à programação da televisão através do computador. Hoje, em parte, isso já é possível, porém a chegada da TV digital promete mudar bastante coisa.

 

             A tecnologia da TV digital trabalha com sons e imagens digitalizados. Isso só funciona, no entanto, para os televisores compatíveis com ela. As vantagens são muitas. Tanto a transmissão quanto a recepção do sinal são melhores, sem interferências, com sons e imagens de alta qualidade. Mas o grande diferencial desta inovação é que permite uma maior interatividade com o telespectador.

 

 

            Até pouco tempo podíamos ter acesso a certas facilidades apenas através de um computador. Agora elas estão também disponíveis através do televisor. A TV digital permitirá rever cenas de capítulos anteriores de novelas, acessar contas bancárias, fazer compras de supermercado e ainda assistir a partidas de futebol por vários ângulos. Além disso, ainda será possível acessar a internet e trocar e-mails.

 

 

TV digital: telespectador assume o controle

              

             Tudo parece indicar que será mesmo a junção de TV e computador em só um aparelho, como já percebemos muitas funções do computador migrando para o celular.

 

 

            Com tanta tecnologia, em tantas áreas, só nos resta dizer adeus aos nossos bons e velhos "amigos": aqueles objetos que nos acompanharam por tantos anos e que um dia já foram muito úteis, até indispensáveis. Nos resta aproveitá-los, pois daqui a algum tempo talvez também eles sejam substituídos por outros.

 

 Fotos: Letícia Zuppi e divulgação



Escrito por fatosematerias às 10h59
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Bebida dos deuses, prazer dos mortais

 

 

Por Letícia Zuppi

Data: fevereiro/2008

 

 

 

        Importante para a saúde, o vinho é a pedida ideal para acompanhar um bom prato, para ser degustado em noites de frio e para inúmeras outras ocasiões especiais. O sommelier Alaor Zacardi Filho conhece, como ninguém, o mundo dos vinhos e também de itens de nossa culinária, como massas, queijos e cacau.  

 

 

           

            Alaor Zacardi Filho nasceu em Campinas, mas só agora está voltando à sua cidade natal, após residir por um tempo no sul do país. É formado em Administração de Empresas, mas há pouco tempo se viu apaixonado por um outro mundo: o dos vinhos. “Sou um enófilo, aprecio vinho e sou dedicado a ele”, diz o sommelier.

 

            Para os não familiarizados com o termo em francês, "sommelier" nada mais é do que o conhecedor de vinhos com a missão de orientar o consumidor ou apreciador da bebida para que tire dela melhor proveito, em harmonia com os alimentos consumidos. Porém esta seria uma definição básica. “O termo ‘sommelier’ é, na verdade, muito amplo”, completa Alaor.

 

O sommelier Alaor Zacardi Filho pretende dividir seus conhecimentos sobre vinhos em livros

 

 

  

 

            Alaor foi apresentado ao mundo dos vinhos por um amigo e se viu encantado por esse universo e por tudo o que se associa a ele: alimentos, especiarias, convivência à mesa, requinte... “Este mundo é fascinante”, afirma.

 

            A descoberta da bebida se deu há 11anos. De lá pra cá seu interesse pela área só aumentou. Alaor fez cursos na ABS (Associação Brasileira de Sommeliers) do Rio de Janeiro e foi membro atuante da ABS do Paraná. Sempre se dedicou a conhecer cada vez mais tudo o que estivesse ligado à sua área. “Fiz visitas a vinícolas, produtores, contato com confrarias, grupos de degustação, para me familiarizar cada vez mais com esse universo”, explica.

 

            E seus conhecimentos não se limitam apenas ao mundo dos vinhos. Alaor também fez cursos sobre queijos, cacau, café, azeite e massas. “No momento estou estudando sobre mel”, revela.

 

 “O Brasil tem uma cultura recente do vinho, mas está progredindo”, diz Alaor

 

 

  

            Tanta dedicação aos vinhos e afins despertou em Alaor a vontade de compartilhar seus conhecimentos. Ele pretende lançar dois livros, nos quais trabalhou nos últimos três anos, sobre temas ligados a vinhos e alimentos finos.  “Quero despertar nas pessoas a vontade de consumir mais vinho”, completa.

 

            Quando o assunto é a produção de vinho no Brasil, Alaor faz comentários bastante positivos. Em sua opinião, o Brasil está muito bem colocado no ranking de bons produtores da bebida, apesar de, segundo ele, termos aqui uma cultura recente do vinho. “Possuímos técnicas avançadas. O potencial está começando a ser explorado, temos muito a percorrer. Mas temos consciência de que precisamos melhorar para entrar no mercado global e também para vender em nosso próprio país. Há muita gente investindo nisso”, afirma.

 

            No Brasil, a região mais adequada para a produção de vinhos é a região sul, onde se concentram os melhores vinhedos para este fim, devido às condições climáticas favoráveis. Porém a grande novidade é a produção de vinho em uma nova região: a nordeste. “Muitos vinhos interessantes estão sendo produzidos no Vale do São Francisco”, conta.

 

            Se aqui a produção vai bem, lá fora também temos excelentes produtores da bebida. É natural sempre elegermos uma nação ou outra como a melhor neste quesito, porém, segundo Alaor, devemos respeitar as especificidades de cada país. “Cada um produz um tipo de uva distinto, devido a fatores como condições climáticas e solo. Cada país tem as suas possibilidades”, coloca.

 

O consumo do vinho traz benefícios para a saúde, mas a bebida deve ser apreciada com moderação

 

 

   

            Não há como falar em vinhos sem destacar também sua grande importância para a saúde. O vinho traz grandes benefícios para o sistema vascular, entre outros fatores. Porém, Alaor alerta: o consumidor deve ser cauteloso.  “Deve-se consumir a bebida de forma moderada e adequada”, diz.

 

            E o que será que o sommelier tem a dizer a respeito de bebidas como ‘ caipirinha de vinho’ e ‘batida de vinho’, muito consumidas pelos jovens? “Acho bom esse consumo, mas é preciso tomar cuidado, pois quando estamos falando dos benefícios do vinho, estamos falando apenas do vinho puro”, diz.

 

            Por fim, para os interessados em seguir a profissão de sommelier, quais seriam as dicas de Alaor? “Sugiro que a pessoa faça cursos, tanto básicos como avançados e que participe de atividades na área”, propõe. Uma dica são os cursos na própria ABS, que possibilitam ao aluno ter em mãos um certificado reconhecido também fora do Brasil. “A ABS é parceira da ASI (Associação Internacional de Sommeliers). Dessa forma, o aluno recebe um certificado reconhecido em vários países”, conclui.

 

            Fiquemos então atentos às preciosas dicas de Alaor e nos encantemos também pela "bebida dos deuses"!

 

Fotos: Letícia Zuppi e divulgação



Escrito por fatosematerias às 10h12
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Um teto, um chão...

 

 Por Letícia Zuppi

 Data: janeiro/2008

  

 

             Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem no Brasil mais de 7 milhões de famílias sem moradia. O país possui ainda uma das maiores populações faveladas do mundo. Sensibilizados com essa situação, alguns brasileiros têm arregaçado as mangas e ajudado os que mais precisam.   

 

 

            Infelizmente, hoje no Brasil, nem todos têm onde morar. Para mudar esta situação, o país teria que investir não milhões, mas bilhões para acabar com o déficit habitacional. Muitos brasileiros moram em barracos e casas improvisadas. Melhorar suas condições de moradia é o desejo de muitos e, felizmente, há quem os ajude a realizar esse sonho.

 

Tristeza: muitos brasileiros vivem em casas improvisadas

 

 

            Um belo exemplo de solidariedade e preocupação com o próximo está em Campinas. Trata-se da ONG (Organização Não Governamental) Recicla Lar - Corrente do Bem. Dirigida pela advogada Leda Vergueiro, pelo arquiteto Paschoal Grande Neto, pelo administrador Sérgio Luiz Jacoby e pelo engenheiro Gualfer Afonso, o movimento tem melhorado a qualidade de vida dos habitantes da favela da Vila Brandina.

 

            Tudo começou quando Leda Vergueiro soube de um acontecimento trágico envolvendo um dos moradores da favela e percebeu a urgência de melhorar as condições de moradia das pessoas do local. “Fiquei sabendo que um homem tinha morrido de frio lá. Fiquei muito impressionada com este fato. Percebi que era preciso fazer alguma coisa”, conta a advogada.

 

            Observando a disposição de Leda em ajudar, os moradores da Vila Brandina passaram a recorrer à advogada, que tinha contatos com pessoas e empresas que poderiam fazer doações, para efetuar melhorias em seus barracos. “Conseguimos melhorar diversos barracos. Os próprios moradores se encarregavam da reforma em suas casas”, explica Leda. Posteriormente, ela uniu-se aos demais integrantes do grupo, dando origem à Recicla Lar, que foi oficialmente instituída como ONG em 2003.

 

Paschoal, Ricardo, Leda e Sérgio na Vila Brandina: Recicla Lar tem feito a diferença

 

               Porém nada foi fácil. Segundo Leda, umas das maiores dificuldades foi de fato tornar realidade o que muitas pessoas somente idealizavam. “Muita gente se propõe a ajudar, mas não faz nada efetivamente. Ninguém quer entrar na favela”, explica.

             Desde o início do trabalho de Leda até agora, de 70 a 80% das casas na Vila Brandina já receberam algum tipo de ajuda da advogada e, posteriormente, do projeto Recicla Lar. Através do trabalho da ONG, os barracos de madeira da favela foram substituídos por casas de alvenaria. Além disso, foi feita a limpeza do local e a canalização dos córregos.  Na favela onde havia muita criminalidade e pessoas sem esperança, hoje há uma nova realidade. “Havia muita violência, muita gente era assassinada ali. Hoje vemos pessoas melhores”, afirma Leda.

 

            Antes de iniciar a construção das casas, os diretores da Recicla Lar avaliam os terrenos e fazem um projeto específico para cada casa, levando em conta a quantidade de pessoas que irá habitar o local. “Conversamos com os moradores, ouvimos suas necessidades”, diz Sérgio Jacoby. Muitas famílias habitantes da favela da Vila Brandina são numerosas e possuem renda familiar abaixo de R$ 350,00 por mês. 

 

Recicla Lar ouve as necessidades dos moradores antes da construção das casas

 

 

   

            Poder contar com parcerias é fundamental para o trabalho realizado pela ONG. Ricardo Rodrigues Ribeiro trabalha com construção e tem participado ativamente das obras do Recicla Lar. “Fiquei sabendo do trabalho da ONG e fiz um orçamento especial para eles. Eles gostaram do meu trabalho e estamos juntos nessa parceria”, diz Ricardo.

 

            D. Maria dos Anjos dos Santos morou em barraco por 29 anos. Há três, teve sua casa construída pela Recicla Lar. Para ajudar com as despesas da obra, a família também fez sua parte. O filho de D. Maria vendeu seu carro. Feliz, a moradora lembra-se dos que tornaram tudo isso possível. “Agradeço muito à Deus e à Recicla Lar”, diz.

 

             O caso de D. Maria é um exemplo do empenho dos moradores para ver suas casas construídas. Os que podem, ajudam com a mão-de-obra e parte do custeio do material de construção. “Cerca de 90% das pessoas beneficiadas com a Recicla Lar em geral são pedreiros ou ajudantes de pedreiros. Isso faz com que se possa contar com a mão-de-obra dos próprios moradores”, diz Leda. A advogada relembra a determinação de um rapaz morador do local que construiu sua própria casa. “Ele chegava do emprego às 7 da noite e até a meia-noite se empenhava nessa tarefa”, diz.

 

            Em outras situações, a mão-de-obra a ser utilizada nas construções precisa ser contratada pela Recicla Lar, pois os moradores da casa não têm condições de colaborar e não há nenhum parente que possa ajudar. Mas nem sempre contar com mão-de-obra dos próprios moradores é viável. “A obra acaba sendo muito demorada, já que os moradores trabalham e só podem ajudar na construção de suas casas nos fins de semana”, explica Leda.

 

            Aos 83 anos, D. Eurica da Silva vê o sonho de ter sua casa prestes a tornar-se realidade. Ela e o neto Diego Giovani Moreira, de 20 anos, estão prontos e ansiosos para se mudarem para seu novo lar, em fase final de construção. “Estou muito contente em ter uma casa assim”, emociona-se D. Eurica. “Não sei como agradecer”, completa.

 

Sonho realizado: Paschoal, D. Eurica, Leda, Diego, Gualfer e Ricardo na futura casa de D. Eurica

 

 

 

 

            Após seis casas já construídas na Vila Brandina e a reconstrução de muitas outras, a ONG Recicla Lar hoje tem mais uma meta: a de deixar a favela da Vila Brandina mais bonita e transformá-la em um núcleo residencial. “Muitas casas ainda estão apenas no tijolo. Queremos dar um acabamento completo, com pintura, deixar as casas bonitas e coloridas para mudar de fato o visual da favela como um todo”, diz Paschoal Neto.

 

            E é preciso cuidar não apenas das casas, mas também das pessoas.  A Recicla Lar procura não apenas dar à favela uma ‘cara’ nova, mas também proporcionar aos moradores uma vida diferente e mais opções para o futuro. “Nos preocupamos com a educação das crianças, em dar emprego aos jovens e queremos que os moradores fortaleçam sua espiritualidade, que é essencial”, explica Sérgio.

 

            Todo o trabalho realizado pela ONG Recicla Lar se dá com o consentimento da Cohab (Companhia de Habitação Popular). Para que novas casas possam ser sempre construídas, a ONG conta com o apoio de algumas empresas, lojas e doações. Uma das formas de arrecadação de verba são os bingos que a ONG realiza. “Nós arrecadamos prendas e também vendemos espaço de banner e de mídia eletrônica que usamos no bingo para empresas fazerem anúncios”, diz Paschoal.

 

           Leda Vergueiro adianta: a Recicla Lar quer poder levar moradia e qualidade de vida para mais pessoas. “Seria ótimo levar este trabalho para outros bairros e vizinhanças”, diz a diretora. “Todo o que fazemos pelo outro, fazemos também por nós”, enfatiza.

 

 Fotos: Letícia Zuppi e divulgação



Escrito por fatosematerias às 11h00
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"Estrangeirismo": fim da linha?

 

Por Letícia Zuppi

Data: janeiro/2008

 

 

              Ele está por toda a parte. Em nosso cotidiano o vemos, o ouvimos e o utilizamos. Isso é tão freqüente, que nem nos damos conta desta "invasão" de palavras de outras línguas no nosso Português. Um projeto de lei, à caminho do Plenário da Câmara, promete mudar esse quadro. Seria o fim dos "estrangeirismos"?

 

  

            Tente compreender o seguinte parágrafo: “Você saiu da central de chamadas onde trabalha e foi para uma hora feliz. Na volta, em seu carro, colocou seu disco compacto favorito e parou no centro de compras para comprar um rato, pois o seu estava com defeito. Em seguida, matou sua fome em um ‘você mesmo se serve’, onde ainda tomou um batido de leite e depois foi a uma mostra de música da Ana Carolina”. Agora veja a frase original: “Você saiu do call canter onde trabalha e foi para um happy hour. Na volta, em seu carro, colocou seu CD favorito e parou em um shopping para comprar um mouse, pois o seu estava com defeito. Em seguida, matou sua fome em um self service, onde ainda tomou um milkshake e depois foi a um show da Ana Carolina”. Agora a frase pode ser facilmente entendida.

 

            Estamos tão acostumados com "estrangeirismos" que, sem eles, algumas palavras simplesmente não fazem sentido para nós se as colocamos em Português. O termo "estrangeirismo" parece complicado à primeira vista, mas nada mais é do que o emprego de palavras e expressões de línguas estrangeiras em nosso idioma. Ele pode ser de vários tipos: francesismo (abajur, matinê), italianismo (pizza, ravioli), espanholismo (guitarra, quadrilha), germanismo (chope, cerveja), etc. Mas o mais presente em nossa língua é, de fato, o Anglicismo (ou influência do Inglês).

 

"Estrangeirismo": influência do Inglês está por toda a parte

 

 

 

            Muitas palavras, provenientes de outras línguas, são facilmente incorporadas à Língua Portuguesa. Falamos, ouvimos, lemos e escrevemos essas expressões sem percebermos que se tratam de "estrangeirismos". Aos poucos, o que era diferente, passa a ser normal e comum para nós. “O aportuguesamento fonológico (ligado à fala) e gráfico (ligado à escrita) faz com que deixemos de perceber quando estamos usando os ‘estrangeirismos’”, afirma Isabella Donizetti Assalin, formada em Letras pela Unicamp e Jornalismo pela PUCC. Isabella especializou-se em Análise do Discurso e em Ensino de Língua Inglesa.

 

 

            A presença dos chamados "estrangeirismos" na Língua Portuguesa gera discussões infindáveis. Seriam eles benéficos ou maléficos? Há alguns anos o deputado Aldo Rabelo (PCdoB-SP) criou um projeto de lei proibindo o uso de palavras estrangeiras em nossa língua. Segundo o deputado, estava havendo uma "descaracterização" da Língua Portuguesa. O projeto de lei, no entanto, não havia sido aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Um documento substituto a esse projeto, que restringe o uso de expressões e palavras em outras línguas em mensagens dirigidas ao público, foi então proposto pelo Senado em 2003.

 

Vitrine de loja anuncia desconto utilizando termo em Inglês

 

 

 

 

 

 

            Há pouco tempo, em 13 de dezembro de 2007, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o documento. Mas ainda é preciso que o projeto passe pelo Plenário da Câmara e pelo presidente Lula. Se a lei for aprovada, os documentos oficiais, a imprensa e a publicidade terão que se adequar a novos padrões. No comércio, também haverá grandes mudanças. Os lojistas deverão substituir seus letreiros para não serem punidos.  Será o fim de dizeres como "sale" e "50% off" nas vitrines.

 

            Igor César Marconsini é gerente de uma loja de artigos femininos e masculinos em um shopping de Campinas. Na vitrine de sua loja, há cartazes com o termo "sale". Para Igor, os termos em Inglês nas vitrines deveriam ser substituídos por expressões em Português. “No lugar de ‘sale’, deveria ser colocado 'saldo’, 'promoção’ ou ‘liquidação’. Muitas pessoas não falam Inglês e não sabem o que eles significam”, diz.

 

            Na vitrine de outra loja, de roupas masculinas, lê-se: "Special Gifts. Merry Christmas and Happy New Year". Na opinião de Leudo Maciel, vendedor da loja, se os termos fossem colocados em Português, o público teria mais facilidade em entendê-los. “A informação precisa ser fácil de ser compreendida. Os termos em Inglês são colocados, na minha opinião, porque tudo que é ‘americanizado’ é mais chique”, afirma.

 

            Na opinião da gerente de uma loja de calçados femininos - que traz na vitrine termos como "30% off", "40%off" e "60% off" - Claudia Regina Mocelin, os termos em Inglês deixam os vendedores em uma "saia justa". “Muitas pessoas não entendem o que esses termos querem dizer e entram na loja achando que querem dizer uma coisa, quando na verdade é outra. Então temos que explicar o que significam, é complicado”, diz.

 

Anúncios de promoções nem sempre são compreendidos pelo consumidor

 



Escrito por fatosematerias às 10h47
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            Mas não apenas nas vitrines das lojas existem os chamados "estrangeirismos". O que dizer de estabelecimentos com nomes em outras línguas, principalmente no Inglês, como: "Fulano´s Bar"? Em restaurantes e disque-entregas é comum termos como "self service", "delivery", "fast food", "express", etc. Nos supermercados, basta examinar alguns produtos para encontrar o "light bread", o "ice tea", o "corn flakes", ou o "cream cracker". No caso do "corn flakes", por exemplo, há em Português o significado do termo na embalagem. Lê-se um pouco mais abaixo: "cereal matinal de milho". Já no caso do "cream cracker", lê-se no pacote de uma determinada marca nacional apenas "biscoito cream cracker", sem tradução para o termo que está em Inglês.

 

            Nas academias, mais uma enxurrada de "estrangeirismos": aulas de "body pump", "body jam", "body balance", "golden bike", "step", "jump", "spinning", entre outros. Difícil seria imaginar como alguns desses termos ficariam se traduzidos para o Português. A aula de "step" seria aula de "degrau" e a de "jump", de "pulo".

 

            Muitas profissões no Brasil fazem uso de palavras estrangeiras. Na publicidade, é comum ouvirmos "outdoor". No jornalismo, "feedback". E a influência do Anglicismo não pára por aí. Na área de informática, é comum encontrarmos palavras como "deletar" e "escanear", que foram aportuguesadas devido às originais, em Inglês – "delet" e "scan". Outras, como "site", "internet" e "pc" (personal computer) foram adotadas pelos brasileiros, assim como por outros povos. “Em se tratando de tecnologia e computação, creio que seja tolerável o uso das palavras em Inglês, afinal são expressões universais. Mas em outros casos, sou contra”, afirma o ator, produtor, chef e publicitário, Claret Toledo.           

 

 

            Nascido em Rio Claro-SP, Claret mora fora do Brasil há cinco anos. Já morou na Inglaterra e atualmente reside nos Estados Unidos. Para ele, o "estrangeirismo" em excesso empobrece a Língua Portuguesa. “Acho inadmissível nas vitrines do Brasil encontrarmos expressões como ‘sale’ e ‘50% off’. Estamos desprestigiando a nossa língua”, afirma.

 

 

Na opinião de Claret Toledo, o uso de "estrangeirismos" denota um desprestígio com a nossa língua

 

             Claret comenta outro problema verificado quando se opta pela utilização de palavras estrangeiras em vitrines. “Já vi erros de Inglês nesta tentativa de escrever em outro idioma o que deveria estar escrito em Português. Por exemplo, ‘70% of’, quando o correto é ‘70% off’”, afirma.   O rio-clarense, que já visitou diversos países e, além do Inglês domina idiomas como Espanhol, Francês, Italiano, Polonês e Catalão, ainda coloca outra questão. Ele relembra que apesar de o Inglês ser uma das línguas mais dominantes no mundo, nem todas as nações permitem essa "invasão" do Anglicismo. “Visitei vários países da Europa e lá não se vê esse tipo de coisa. São raros os escritos em outros idiomas. O Europeu se valoriza e o brasileiro dá mais valor ao que é dos outros”, diz.

 

            Na opinião de Isabella Assalin, a imensa quantidade de palavras em Inglês incorporadas ao Português se deve, de fato, à grande influência dos Estados Unidos em nosso país. “Esta influência não se manifesta apenas na língua, mas também nos costumes, nas roupas, nos hábitos alimentares - como fastfood - na música, entre outros”, afirma. Para a professora, o "estrangeirismo" é uma manifestação positiva e não compromete o Português enquanto língua. “Acredito que o ‘estrangeirismo’ não seja prejudicial ao nosso idioma. O uso de palavras estrangeiras até enriquece a Língua Portuguesa, já que incorpora-se termos que não eram previstos no léxico. O uso destas palavras não afeta a estrutura da nossa língua”, coloca.

 

 

Para Isabella Assalin, “estrangeirismo” é positivo

 

 

            E quando o assunto é o projeto de lei criado pelo deputado Aldo Rabelo, as opiniões se dividem. Será que essa tentativa de limitar os "estrangeirismos" na língua dará certo? Enquanto vendedores e gerentes de lojas acreditam que ela virá em boa hora, outros são da opinião de que a lei, se aprovada, não trará grandes mudanças para o Português. “Acredito que a possível lei não irá contribuir para a diminuição de ‘estrangeirismos’ em nosso idioma. A língua é algo ‘vivo’. São os falantes do Português que promovem mudanças na nossa língua e elas sempre aconteceram, aos poucos, durante um período grande de tempo. Palavras caíram em desuso. ‘Em boa hora’, por exemplo, tornou-se ‘embora’. Acredito que é difícil conseguir mudar uma língua através de uma lei”, conclui Isabella Assalin.

 

Fotos: Letícia Zuppi e divulgação

 



Escrito por fatosematerias às 10h44
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Atenção, consumidor!

 

Por Letícia Zuppi

Data: dezembro/2007

 

                                                                                                 

            Você vai a um supermercado e tem dúvidas com relação ao preço do produto? Você vai pagar por ele descobre que o preço que pensava ser o correto, na verdade é outro? Você não recebe o troco correto por conta das conhecidas moedinhas de hum centavo que nunca estão disponíveis? Certamente você não é o único a passar por isso.

 

 

            “As lojas querem vender e nós queremos comprar. Mas nem sempre é assim tão fácil”, exclama a consumidora Elvira Almeida. É cada vez maior o número de consumidores que enfrentam problemas com relação a dúvidas e erros nos preços, erros no caixa e impasses com o pagamento ao fazer compras em estabelecimentos como supermercados. Uma das queixas dos clientes é com relação aos valores dos produtos, que sempre gera dúvidas. Como em cada vez mais estabelecimentos os preços são colocados na gôndola e não em cada mercadoria, o consumidor acaba tendo dificuldades ao fazer suas compras. “Acontece muito de o produto estar em um lugar e a placa com o preço estar mais para um lado, ou mais para o outro. Se existem outros produtos próximos, fica ainda mais confuso, pois temos trabalho em descobrir qual corresponde a que produto”, afirma Elvira.

 

Nos supermercados, erros nos preços e na disposição dos produtos geram dor de cabeça para o consumidor

 

 

 

 

 

            Segundo o Dr. Anderson Gianetti, diretor do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de Campinas, o código do consumidor garante o direito à informação adequada e clara. Embora exista uma lei federal que afirme que todo produto exposto à venda deve ter uma etiqueta de preço individual, há exceções para supermercados, hipermercados e grandes lojas, que podem ter seus produtos identificados por códigos de barras ou código referencial. “O código de barras é o mais viável para muitos supermercados, mas não o mais indicado para o consumidor”, explica. No caso do estabelecimento optar por ele, deve seguir algumas regras. “Deve haver na gôndola onde o produto está exposto uma etiqueta grande e visível de preço, contendo informações como nome do produto, peso ou quantidade e o próprio código de barras para o consumidor conferir”, acrescenta Gianetti.

 

Anderson Gianetti: Procon fiscaliza 300 estabelecimentos por mês

 

 

 

 

 

            Para Edna Ramos de Souza, supervisora de um supermercado de Campinas, é muito importante que o consumidor leia atentamente essas informações e sane suas dúvidas durante suas compras. “Muitas vezes temos diferentes sabores de um mesmo produto e nem todos têm o mesmo preço. Por isso é importante que o consumidor se certifique dessas variações. Em caso de dúvida, ele ainda pode consultar os terminais de verificação ou pedir auxílio aos funcionários”, explica.

 

            Consultar a leitora de códigos de barras para verificar os preços evita surpresas com o valor de algum produto no momento de passar pelo caixa. Se não for possível, uma outra opção é acompanhar o registro das compras, observando se os preços estão corretos. “É importante que o consumidor acompanhe esse procedimento no caixa, do primeiro ao último produto”, diz Edna. Isso evita também que, em caso de erro nos preços, o consumidor não venha a descobrir que pagou mais por algum produto somente em casa, quando conferir a nota de compra.

 

            Se ao passar pelo caixa o cliente se deparar com um produto com preço diferente do anunciado quando o encontrou na prateleira, deve procurar o supervisor ou fiscal do supermercado para fazer a reclamação. “O fiscal acompanha o consumidor até o local onde ele encontrou o produto e, verificada a falha, o item é corrigido de imediato. Se já tiver pago por suas compras quando fizer essa constatação, o cliente é então ressarcido”, afirma a supervisora.

 

Para Edna Souza, é importante que o consumidor acompanhe o registro dos produtos no caixa

 

 

 

 

 

            Anderson Gianetti acrescenta que o Procon faz a fiscalização dos preços no comércio de duas formas: tendo havido alguma denúncia contra algum estabelecimento e também de maneira preventiva. “Os fiscais visitam 300 estabelecimentos por mês, verificando preços, prazo de validade dos produtos e as informações contidas nos anúncios”, explica.

 

            Para fazer o pagamento ao final de suas compras, o cliente pode escolher dentre as formas oferecidas pelo supermercado. Todo estabelecimento deve aceitar o pagamento em espécie (dinheiro), porém pode optar por receber cheques, cartões de débito ou crédito. Ao fazê-lo, deve informar ao cliente quais os cartões aceitos e se houver algum problema com o sistema, deve avisar o consumidor antecipadamente. “Este aviso deve ser colocado logo na entrada da loja, para que antes de iniciar suas compras, o cliente possa providenciar outra forma de pagamento”, diz Anderson Gianetti.

 

            O momento de passar pelo caixa é ainda o momento de conferir o troco, para o pagamento em dinheiro. Como ao totalizar as compras alguns valores acabam sendo não inteiros, o consumidor muitas vezes vai embora para casa sem alguns centavos a que tem direito. Este hábito deve ser calculado a longo prazo. “Não acho certo quando o operador de caixa me pergunta se pode me ficar devendo alguns centavos. Os estabelecimentos têm que ter troco disponível para os clientes. Ao longo do mês esses centavos fazem diferença no bolso do consumidor”, completa Elvira Almeida.

 

Fotos: Letícia Zuppi e divulgação



Escrito por fatosematerias às 10h21
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Dengue: o mosquito no alvo

 

Por Letícia Zuppi 

Data: novembro/2007

 

 

            Os casos da doença vêm aumentando na cidade e, com o verão, o número de vítimas tende a crescer ainda mais. A boa notícia é que crescem também as alternativas de combate ao mosquito transmissor. Desde eliminar criadouros até fazer uso de tintas e velas repelentes, tudo é válido nesta guerra.

 

                                                                                              

 

            O verão em Campinas promete novos e preocupantes casos de Dengue entre os moradores. Se não tomados os devidos cuidados, a doença pode fazer mais vítimas do que tem feito até agora. É o que afirma Malu Teixeira, enfermeira do Centro de Saúde de Barão Geraldo. “No inverno, por conta da estiagem, as epidemias tendem a diminuir. Mas pela quantidade de casos já confirmados naquela estação, temos uma prévia de como será o verão, época de bastante chuvas, o que contribui para novos casos de Dengue”, explica. No ano de 2007 em Campinas, foram confirmados mais de 4 mil casos da doença. Só no período sem chuvas, houve 14 casos na cidade.

 

            O Aedes Aegypti, mosquito de hábito principalmente diurno que transmite a Dengue, é encontrado em regiões tropicais e subtropicais. Porém, o inseto é considerado apenas um hospedeiro, ou seja, um intermediário. “O mosquito não é doente. Ele pica alguém que esteja contaminado e passa a doença para outras pessoas”, explica Malu.

 

Mosquito da Dengue: perigo ronda as casas

 

 

 

 

 

            Praticamente todos os dias chegam casos suspeitos de Dengue aos centros de saúde de Campinas e os pacientes passam por exames, para uma melhor avaliação do quadro. “Quando suspeitamos de um caso, coletamos exames e aguardamos os resultados, que demoram um pouco. Enquanto isso os agentes comunitários de saúde vão até os locais de risco procurar por criadouros, observar se há água parada. No caso de residência, rastreamos as 4 faces do quarteirão onde ela está”, explica Malu. Se após os exames a doença for confirmada, o rastreamento no local onde o mosquito esteve é maior. “Ampliamos as buscas para 7 quarteirões em torno”, acrescenta.

 

            Com a suspeita de Dengue, é muito importante procurar ajuda médica o quanto antes e não se automedicar. Uma vez detectada a doença, o paciente recebe um tratamento de hidratação - pois é necessário que beba muito líquido - e é orientado a fazer uso apenas de anti-térmicos, além de repouso.

 

            Fora das situações de suspeita da doença, os agentes de saúde visitam as casas a cada 3 meses para fazer, principalmente, a parte educativa e de prevenção da Dengue junto aos moradores. A escolha das residências a serem visitadas é feita por sorteio, dentre os quarteirões de casas que mais apresentaram casos da doença. O maior problema é que, por toda a cidade, o que se vê são moradores receosos no momento da chegada dos funcionários. “Eles usam uniforme e crachá, mas as pessoas temem assaltos, ou algo assim”, explica Malu. “O maior obstáculo é, de fato, a recusa. Se não podemos entrar nas casas, nada pode ser feito”, lamenta Elizabete Ribeiro, agente de saúde.

 

Agentes de saúde: o difícil é entrar nas residências

 

 

 

            Para combater a Dengue, as visitas a residências e locais de risco devem ser constantes. Se mesmo após um curto período de tempo da vistoria dos agentes alguma outra suspeita ou caso da doença ocorrer na região, eles precisam voltar àquele local, o que nem sempre agrada os moradores. “A população tem que entender que os agentes precisam estar sempre indo e voltando das residências, fazendo as averiguações. Esse é o trabalho deles”, completa Samanta Innarelli, também enfermeira do Centro de Saúde de Barão Geraldo. Ao contrário do que se pensa, os agentes de saúde não multam os moradores ao se depararem com irregularidades. “Eles estão lá para orientar, não para punir”, explica Malu.

            

     Mantendo o mosquito longe

  

            Para tentar manter o mosquito o mais longe possível, não se deve acumular recipientes ou vasos com água parada, lixo, ou deixar caixas d´água descobertas. Bebedouros de animais também devem ser lavados e escovados diariamente. No caso das piscinas, é preciso que estejam sempre tratadas e recebendo cloro. Além disso, é necessário também fazer a escovação da parte superior de suas bordas, como explica Malu. “O ovo da larva pode durar até mais de um ano no mesmo local, apenas esperando que um pouco d´água caia sobre ele, para que se desenvolva e se transforme em larva. Presos nas bordas, basta que um pouco da água da piscina suba, para entrar em contato com estes ovos”, diz.  Além das recomendações citadas, Samanta Innarelli indica: “Repelente tópico, telas nas janelas, velas de Citronela e o que mais mantiver o mosquito da Dengue distante, é útil”.

 

            Uma boa alternativa para o combate à Dengue pode estar nas paredes. Trata-se de uma nova tinta repelente lançada pela marca Sherwin Williams e desenvolvida a partir de estudos feitos no Brasil. Disponível em várias cores, a tinta acrílica possui um componente natural que repele insetos como mosquitos e pernilongos e ainda baratas e aranhas. Com a ação da tinta, os insetos não conseguem permanecer no local. Os riscos para o ser humano ou animais domésticos são nulos, já que se trata de um produto atóxico, feito à base d´água, que não possui inseticida ou pesticida em sua formulação. Outra vantagem é que apresenta baixo odor.

 

Tintas repelentes têm atraído consumidores

 

 

 

            Segundo César Guerra, proprietário de uma loja de tintas em Campinas, o produto inovador tem conquistado os clientes. “A procura pela tinta repelente tem sido muito grande. Os consumidores têm considerado o produto muito interessante”, afirma.

 

            E se você nunca ouviu falar da Palmeira de Uricuri, saiba que ela também pode contribuir e muito para o combate à Dengue. Velas feitas a partir da casca dessas palmeiras foram desenvolvidas pelo Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá e prometem repelir o mosquito que transmite a doença e também o mosquito transmissor da Malária. A fumaça expelida pela vela garante total proteção contra os mosquitos e a novidade deve chegar ao mercado brasileiro em breve.

 

           

 

Alguns tipos de velas são alternativas para repelir o mosquito

 

 

 

            Uma outra vela, produzida a partir da semente da Andiroba - uma árvore característica da região amazônica – também repele o mosquito Aedes Aegypti. A chamada “Vela de Andiroba” é o resultado de pesquisas desenvolvidas pelo Instituto Far-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A novidade neste caso, é que a vela atóxica não produz fumaça e atua sobre as fêmeas dos insetos, inibindo o seu apetite. O produto pode ser encontrado no mercado.

 

 Fotos: Letícia Zuppi e divulgação



Escrito por fatosematerias às 12h52
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Espelho, espelho meu...

  

 

Por Letícia Zuppi

Data: outubro/2007

   

 

Já disse Lois-Ferdinand Céline, “quanto à beleza, pelo menos sabemos que acaba por morrer, e por isso, sabemos que existe”. A beleza e a vaidade sempre existiram e sempre existirão dentro de nós. Cuidar da aparência e buscar o visual ideal são idéias que acompanham homens e mulheres há tempos. Tratamentos estéticos, cirurgias plásticas...atualmente a oferta nestes quesitos é cada vez maior. Eis a questão: será que vale tudo em nome da beleza?

 

Os homens talvez não tenham sido tão radicais, deixaram essa tarefa para elas. Nos tempos da brilhantina, por exemplo, a preocupação era com o cabelo, que tinha que estar perfeito. Para uns, cultivar costeletas ao estilo Elvis Prestley também era dar ao visual um toque a mais. Já para as mulheres, o segredo eram as máscaras faciais caseiras para revitalizar a pele e as rodelas de pepino colocadas sobre os olhos para diminuir as olheiras. Para um visual impecável, valia a pena ainda dormir de touca para não desmanchar o penteado ou passar a noite com um prendedor de roupa apertando o nariz, para afiná-lo. E não parava por aí... “As mulheres usavam espartilhos apertadíssimos para diminuir a cintura. Prova de que sempre se preocuparam em estar belas”, relembra Dora Fiorentini, fisioterapeuta e proprietária de um centro de estética e bem-estar, em Campinas.

 

Cuidar da beleza é um hábito que acompanha as mulheres há tempos

 

             Se para elas valia tudo em nome da beleza - afinal, já diziam as avós “quem quer ficar bonita, tem que sofrer” - para a mulher moderna (e também para o homem) os caminhos são outros.  Hoje, o sofrimento e os antigos métodos para ficar com a pele, os cabelos e o corpo mais belos deram lugar a modernos tratamentos, técnicas avançadas e equipamentos que auxiliam na busca pela beleza e o bem-estar.

 Muitos acreditam ser apenas uma questão de querer estar bonito para sentir-se admirado por si mesmo e pelos outros, mas cuidar da beleza é também cuidar da saúde, como garante Dora Fiorentini. “Uma pessoa que está fora do peso, por exemplo, certamente virá a ter problemas de saúde. Estar em forma e se cuidar é também ter em mente o bem estar físico”, afirma.

 

Dentre as mulheres, os tratamentos estéticos mais procurados são os voltados para redução de gordura localizada, flacidez e também os tratamentos de pele. Mas muitas recorrem ainda às cirurgias. A mamoplastia de aumento (prótese de mama), a abdominoplastia (cirurgia do abdômen), a mastopexia (levantamento dos seios) e as lipoaspirações (cirurgias para redução de volume de gordura corporal em áreas localizadas) estão entre as que mais interessam ao público feminino. Porém, é preciso atenção, pois nem todos os casos são cirúrgicos. “Nós só indicamos a cirurgia plástica quando já houve uma indicação prévia de um médico. Neste caso, a mulher passa por uma avaliação e é encaminhada a um cirurgião plástico”, alerta Dora.

 

Se hoje as mulheres lotam as clínicas de estética em busca da aparência ideal, os homens não ficam atrás quando o assunto é beleza. Atualmente, diversos fabricantes de cosméticos femininos estão lançando também linhas voltadas exclusivamente para os homens. Perfumes, hidratantes, sabonetes, xampus, gel, loções pós-barba... Frescura? Em absoluto. Isso mostra que o homem moderno também quer se cuidar e usar as novas técnicas de embelezamento a seu favor. E, se para alcançar melhores resultados a saída for a intervenção cirúrgica, eles também não hesitam. “Assim como as mulheres, os homens também têm procurado as cirurgias. Eles se interessam bastante pela lipo e pela blefaroplastia (cirurgia das pálpebras)”, afirma Dora.

 

Dora Fiorentini: “Homens também procuram cirurgias”

 

Porém nem todos os representantes da ala masculina têm coragem de enfrentar o bisturi. Muitos se contentam com os tratamentos de pele, mais simples. “Os homens procuram bastante a limpeza de pele e aproveitamos para orientá-los quanto a outros cuidados, como o uso do filtro solar, diariamente”, diz.

 

Não basta, portanto, apenas procurar uma clínica de estética para algumas sessões. É preciso seguir as orientações dos especialistas e trazê-las para o dia-a-dia. Isso vale tanto para homens como para mulheres.

 

E se o assunto é a procura dos brasileiros por clínicas de estética, é preciso lembrar que aqui, temos muito sucesso neste quesito. “O Brasil está bastante adiantado em termos de tratamentos estéticos e cirurgias plásticas”, afirma Dora. Seria pelo fato de a mulher brasileira, considerada uma das bonitas do mundo, ser também mais preocupada com a aparência do que as demais? “A mulher brasileira expõe mais o corpo, é vaidosa. É bem verdade que no inverno ela procura menos os tratamentos de beleza, mas no verão a mulher vai à praia, usa roupas mais curtas e quer estar bonita, então a procura por tratamentos é maior nesta época”, completa.

 

     De olho nos SPAs

 

 

Dentre aqueles que gostam de cuidar da beleza e do bem-estar, há os que procurem também os SPAs. Voltados para tratamentos estéticos e também para o relaxamento anti-stress, estes centros oferecem diversas opções, para homens e mulheres.

 

Um SPA de Campinas oferece aos clientes nada mais, nada menos, do que 40 opções de massagens, incluindo as clássicas, também conhecidas como “Terapias Secas” e as que utilizam água no tratamento, chamadas de “Terapias Molhadas”. Lá é possível fazer uma seção de shiatsu, massagem oriental anti-stress, massagem facial oriental, reflexologia dos pés, esquecer dos problemas nas piscinas calmantes com o auxílio da cromoterapia ou relaxar no ofurô.

 

Spas oferecem tratamentos estéticos e são uma boa opção para recarregar as energias

 

 

Para os que desejam cuidar ainda mais da beleza, existem opções como a massagem redutora, a esfoliação corporal, a drenagem linfática, além da limpeza de pele e da revitalização facial. Segundo Ana Paula Cavallari, coordenadora do SPA, estes tratamentos são muito requisitados por mulheres de todas as idades. “Elas normalmente escolhem o pacote que inclui uma seção de tratamento estético e uma massagem. Relaxar é sempre bom, mas elas também querem cuidar da beleza”, afirma. Já os homens são mais adeptos às seções de relaxamento. “Recebemos muitos executivos, que têm um estilo de vida corrido e aproveitam o tempo vago para se livrar do stress do dia-a-dia. Alguns vêm uma vez por semana e existem aqueles que também nos procuram para fazer uma limpeza de pele”, afirma.

 

Ana Paula Cavallari: “Elas querem relaxar e cuidar da beleza”

 

 

Mas engana-se quem pensa que apenas os adultos desejam se cuidar. Para atender a crianças e adolescentes, foi criado pelo SPA um banho de espuma na banheira, seguido por massagem. “É um dos mais procurados por este tipo de público”, diz Ana Paula.

 

Que cuidar da beleza é benéfico e prazeroso, todos sabemos. Porém - alertam os especialistas - é preciso ter em mente que isso não se resume apenas a procurar tratamentos em clínicas de estética. “É preciso que se tenha consciência de que cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos é essencial, pois se trata de um contexto. Sem isso, muitos tratamentos não terão os resultados esperados”, conclui Dora Fiorentini.

 

Vale pensar nesta frase de Ralph Emerson. “Podemos viajar por todo o mundo em busca do que é belo, mas se já não o trouxermos conosco, nunca o encontraremos”.

 

Fotos: Letícia Zuppi e divulgação



Escrito por fatosematerias às 12h40
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